2 de dez. de 2011
TINTURAS DE ERVAS: DOSES DE ALÍVIO!...
Desfrute do poder das plantas usando tinturas feitas em casa. Em banhos, compressas e escalda-pés, essas poções são fáceis de fazer e trazem bemestar.
FÁCEIS DE FAZER, AS TINTURAS DE ERVAS ALIVIAM CANSAÇO, TENSÃO E OUTROS MALES DO CORPO E DA ALMA. A simples mistura de ervas medicinais com álcool de cereais resulta em líquidos de vários tons de verde, que conservam as propriedades curativas das plantas e trazem alívio para males diversos. A terapeuta goiana Jorene Ferro tem longa experiência com o preparo e o uso de tinturas em seus pacientes: "Elas podem ser elaboradas com a erva seca ou fresca, colhida na lua cheia, quando suas propriedades estão mais fortes. Então, basta mergulhar os ramos em álcool de cereais e deixar curtindo um mês", explica ela, que faz parte da equipe do Hotel Ponto de Luz, em Joanópolis, interior
de São Paulo.
PARA DORES E EMOÇÕES:
As tinturas podem ser feitas em casa ou compradas em farmácias de homeopatia. Observar a procedência e o prazo de validade são as garantias para aproveitar todos os seus benefícios. Elas podem ser friccionadas sobre a pele ou adicionadas à água de gargarejos, banhos, compressas e escalda-pés. Conforme a planta usada, a tintura atua para uma determinada função. Por exemplo, para quem vive
numa cidade grande, sujeito a poluição e tensões, Jorene recomenda a tintura de arruda. Aqueles que têm problemas digestivos podem se beneficiar com uma compressa de boldo sobre o estômago e o fígado (do lado direito, um pouco abaixo das costelas). Já a tintura de hortelã é ótima para o relaxamento muscular, e as de alecrim ou manjericão ajudam a combater o desânimo e a depressão, em doses moderadas.
Quanto ao cuidado com as plantas, o biólogo Glauco Machado Bueno, também de Joanópolis, explica que as ervas medicinais, em geral, só exigem bastante sol e não requerem cuidados especiais. Até porque, segundo ele, quanto mais inóspitas são as condições em que a planta vive, mais forte é o poder curativo: "Ela se fortalece quando tem de disputar espaço para sobreviver, quando precisa se
defender do meio que a circunda", explica ele. Veja abaixo o preparo da tintura, passo a passo.
As ervas colhidas no período da lua cheia têm suas propriedades curativas intensificadas. Em geral, as plantas medicinais só precisam de muito sol para se desenvolver e não requerem cuidados especiais de cultivo.
Você precisa de uma garrafa de vidro escuro (300 ml), limpa, álcool de cereais, etiqueta, caneca e a planta.
Desfolhe uma quantidade de erva fresca equivalente a um copo e coloque na garrafa sem acrescentar água. Se for erva seca, basta meio copo de folhas maceradas e umedecidas com meio copo de água. Adicione o álcool, mas sem encher até a borda da garrafa, deixando um espaço livre.
Coloque etiquetas nos frascos e escreva nelas o nome da planta e a data. O prazo de validade é um ano. Deixe descansar durante um mês em local escuro e não muito quente. Depois, filtre o líquido, transferindo-o para outro frasco, igualmente de vidro escuro. Escolha a tintura certa
Abaixo você descobre que tintura é mais adequada para algumas dores ou estados emocionais, segundo o biólogo Glauco Machado Bueno.
Elas podem ser adicionadas à água do banho de imersão na proporção de 1 colher de sopa de tintura para 1 litro de água pura ou jogadas no corpo depois do banho normal, na mesma proporção. Para compressas frias, derrame um pouco sobre uma toalha e aplique na região que deseja aliviar.
Para compressas quentes, dissolva 1 colher de sopa de tintura para cada litro de água aquecida.
Em gargarejos,! use 5 gotas de tintura para meio copo de água.
Para escalda-pés, a proporção ideal é 5 litros de água quente (até a altura da canela) para 5 colheres de sopa de tintura. Deixe os pés mergulhados por quinze minutos.
-Tintura de alecrim (Rosmarinus officinalis): Tem ação estimulante. No banho de imersão, após o banho de chuveiro ou em massagens nos braços e nas pernas, ajuda a ativar a circulação. Cuidado: pessoas hipertensas devem usá-la com moderação.
-Tintura de manjericão (Ocimum officinalis): Em massagens, alivia cansaço nas pernas e, em compressas ou banhos, é estimulante.
-Tintura de alfazema (Lavandula officinalis): Tem ação calmante. Para dores abdominais, recomendam-se compressas quentes. Para dores de cabeça, use compressas frias na testa. Adicionada ao banho de assento, alivia cólicas menstruais.
-Tintura de arruda (Ruta graveolens): Ótima para banhos de limpeza energética. També! m é eficiente contra piolhos e pulgas na escovação de cães e gatos. Cuidado: nunca tome sol depois da aplicação da tintura de arruda, pois pode manchar a pele.
-Tintura de calêndula (Calendula officinalis), de camomila (Matricaria chamomilla) e de erva-doce (Pimpinella anisum): São antiinflamatórias
e suavizam a pele. A erva-doce é indicada para acne juvenil.
-Tintura de chapéu-de-couro (Echinodorus macrophyllus) e de sálvia (Salvia officinalis): De efeito poderoso, são usadas para a limpeza
energética. A de sálvia serve ainda para gargarejos, curando feridinhas na boca e dor de garganta.
-Tintura de guaco (Mikania glomerata): tem efeito expectorante.
-Tintura de erva-cidreira (Melissa officinalis): Boa contra nervosismo e ansiedade. Não confundir com capim-cidreira.
-Tintura de malva-cheirosa (Pelargonium graveolens): Em forma de banhos quentes, restaura o equilíbrio. Serve tanto para e! stados de
excitação quanto de depressão. Também é eficiente em gargarejos para dores de garganta ou feridas na boca. Não confundir com malva-silvestre.
-Tintura de hortelã: (Menta piperita): Usada em banhos frios, alivia coceiras. Em compressas quentes e inalações, é útil para gripes e
resfriados. Proporciona ainda clareza mental e ajuda a digestão.
-Tintura de mil-em-ramas (Achillea millefolium): É analgésica e antitérmica. Em compressas quentes, é boa para dores articulares e
musculares. Em compressa fria, na testa, é antídoto para o cansaço mental.
-Tintura de pétalas de rosas: Torna a pessoa mais sensível e receptiva. Age contra inflamações e regenera a pele. Cuidado: não use rosas
de floricultura, pois têm agrotóxicos.
12 de set. de 2011
HERBOLÁRIA – "BRUXARIA MODERNA"...
A ervas têm sido usadas para curar o corpo desde os tempos pré-históricos, e o estudo das ervas medicinais data de mais de cinco mil anos, na época dos antigos sumerianos.
Os remédios de ervas são um sustentáculo na medicina tradicional chinesa, e o livro de ervas mais antigo de que se tem conhecimento é o chinês Pen-teüo, escrito pelo imperador Shen-nung (3737-2697 a.C.).
Estão registrados nesse livro mais de 300 preparados com ervas medicinais.
Os antigos egípcios também usaram remédios de ervas, e, de acordo com um registro antigo chamado Papiro Ebers, houve perto de 2.000 doutores em ervas praticando sua arte no Egito por volta do ano 2.000 a.C.
Foram encontrados livros sobre ervas dos antigos gregos, que estudaram suas qualidades medicinais e registraram muitas observações. Segundo o filósofo grego, botânico e autor Teofrasto, mais de 300 ervas medicinais cresciam no jardim de Aristóteles.
No primeiro século da era cristã, o primeiro tratado europeu sobre as propriedades e uso medicinal das ervas foi compilado por Dioscórides, médico grego.
A cura pelas ervas foi rito importante em várias religiões pré-cristãs. Referências que se repetem aparecem até nos Antigo e Novo Testamentos da Bíblia, independente do fato de a igreja cristã primitiva ter preferido a cura pela fé à prática formal da medicina, a qual tentou proibir.
As tribos indígenas da América do Norte utilizavam ervas tanto para curar como para a prática da magia e descobriram utilidade para quase todas as plantas nativas. Seu conhecimento inestimável de inúmeros medicamentos botânicos foi passado para os colonizadores brancos europeus nos Estados Unidos e no Canadá.
No ano de 1526, o anónimo Grete Herball foi o primeiro livro sobre ervas publicado em língua inglesa. Em 1597, surgiu um dos mais famosos livros dessa era. Foi chamado de Gerardes Herball e era um trabalho de John Gerard, cirurgião e farmacêutico inglês do rei James I. Em 1640, surgiu o livro Theatrum Botanicum, de John Parkinson, seguido de outro, sobre as influências astrológicas nas ervas, de Nicholas Culpepper.
À medida que a química e outras ciências médicas rapidamente se desenvolveram, nos séculos 18 e 19, a medicina das ervas perdeu popularidade nos Estados Unidos e na Europa, cedendo lugar às drogas químicas ativas e à prática da quimioterapia.
Atualmente, nos Estados Unidos, testemunha-se o ressurgimento do interesse popular pelas ervas e pêlos produtos derivados, e algumas pessoas (incluindo wiccanianos, os seguidores da Nova Era e os que se voltam para a natureza) estão começando a se afastar dos medicamentos artificialmente preparados da sociedade moderna para buscar os métodos mais naturais e antigos da cura.
As ervas são naturais. Muitas podem ajudar a prevenir e a curar doenças. E, para muitas doenças, a cura da Mãe Natureza pode ser muito melhor do que as pílulas sintéticas de sabor desagradável produzidas pelo homem e que proporcionam alívio temporário dos sintomas, mas não erradicam a causa da doença.
NOTA: muitas doenças atuais precisam dos métodos atuais de tratamento. No caso de condições emocionais ou físicas crónicas ou sérias, recomenda-se algum tratamento médico profissional a ser imediatamente procurado.)
Muitos Bruxos (as) apreciam plantar seus próprios jardins de ervas; entretanto, a maioria das ervas medicinais (e mágicas) pode ser obtida também em lojas de produtos naturais, floras, supermercados e até nas florestas ao longo das estradas, se você conhecer o que está procurando.
CUIDADO: muitas ervas são venenosas e podem causar doenças brandas ou graves e, em alguns casos, até a morte. Você nunca deverá tentar colher ervas selvagens para uso medicinal, a menos que seja especialista ou esteja acompanhado de um herbalista experimentado e treinado.
ERVAS RITUALÍSTICAS TRADICIONAIS DOS SABÁS;
SABÁ CANDLEMAS:
angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.
SABÁ DO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA:
bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, comiso,lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.
SABÁ BELTANE:
amêndoa, angélica, freixo, campainha, cincofolhas, margarida, olíbano, espinheiro,hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz saty-rion, aspérula e primaveras amarelas.
SABÁ DO SOLSTÍCIO DE VERÃO:
camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espora,lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joã o, tomilho selvagem, glicínia e verbena.
SABÁ LAMMAS:
flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa,murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.
SABÁ DO EQUINÓCIO DO OUTONO:
bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomã o e cardo.
SABÁ SAMHAIN
: bolotas, giesta, maçãs, beladona, dictamo, fetos, linho, fumaria, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.
SABÁ DO SOLSTÍCIO DE INVERNO:
louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempreviva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.
PLANTIO DAS ERVAS LUNARES:
Um número cada vez maior de Bruxos está cultivando as suas próprias ervas, seja em fazenda, pequeno jardim nos fundos ou alguns vasos de flores na janela da cozinha, e os resultados são sempre favoráveis quando elas são plantadas em harmonia com a Mãe Natureza.
A fase da lua e o signo do zodíaco em que a lua se encontra quando a erva é plantada são extremamente importantes. A maioria das ervas deve ser plantada durante a lua nova ou na lua crescente e no signo de Câncer, Peixes ou Escorpião.
São exceções:
ALHO:
plantar durante a lua cheia ou crescente no signo de Escorpião ou Sagitário.
SALSA:
plantar durante a lua nova no signo de Peixes, Câncer, Libra ou Escorpião.
SÁLVIA:
plantar durante a lua cheia no signo de Peixes, Escorpião ou Câncer.
VALERIANA:
plantar durante a lua nova ou crescente no signo de Gémeos ou Virgem.
Os compostos devem ser iniciados quando a lua minguante estiver nos signos de Aquário, Aries, Gémeos, Leão ou Virgem.
A melhor época para fertilizar ou transplantar é quando a lua crescente está nos signos de Câncer, Peixes ou Escorpião.
Consulte sempre um calendário lunar atualizado antes de plantar as ervas, e evite plantar no primeiro dia da lua nova ou no primeiro dia da lua crescente.
ERVAS DOS DEUSES:
Essas ervas são sagradas para os deuses e deusas cujos nomes aparecem após cada uma delas:
ACÁCIA:
Al-Ozza, Buda, Neith e Osíris.
ACÔNITO:
Hécate e Medeia.
PITEIRA:
Mayauel.
ERVA-FÉRREA:
Hércules.
ANÉMONA:
Adónis, Afrodite e Vénus.
ANGÉLICA:
Atlantis e Michael.
ANIS:
Apolo e Mercúrio.
ÁSTER:
todos os deuses e deusas pagãos.
AZALÉIA:
Hécates.
CEVADA:
Odin.
MANJERICÃO:
Erzulie, Krishna, Lakshmi e Vishnu.
BELADONA:
Atropos, Bellona, Circe e Hécate.
BENJOIM:
Afrodite, Mut e Vénus.
ABRUNHEIRO:
a Deusa Tripla no Seu aspecto escuro e protetor.
CARDO SANTO:
Pa.
GIESTA:
Blodeuwedd.
CANDELÁRIA:
Afrodite e Vénus.
AMENTILHO:
Bast e Sekhmet.
CENTÁUREA-MENOR:
o centauro Quíron.
CAMOMILA:
Kamayna.
TUSSILAGEM:
Epona.
CENTÁUREA AZUL:
Flora, e associada aos mitos de Cyanus e Quíron.
PRÍMULA:
Freya.
CROCOS:
Afrodite e Vénus.
NARCISO:
Prosérpina.
MARGARIDA:
Afrodite, Artemis, Belides, Freya, Thor, Vénus, Zeus e associada a Maria Madalena, São João e Santa Margarida da Etióquia.
DENTE-DE-LEÁO:
Erigida.
DICTAMO:
Diana, Osíris e Perséfone.
CORNISO:
Consus.
ÊNULA:
Helena.
EUFRÁSIA:
Eufrósina.
FUNCHO:
Adónis.
FENO GREGO:
Apoio.
FETOS:
Kupala.
LINHO:
Hulda.
ALHO:
Hécate e Marte
ESPINHEIRO:
Hymen.
URZE:
Ísis e Vénus Ericina.
HELIOTROPO:
Apoio, Helios, Ra, Sol e todos os Deusesc Solares.
AZEVINHO:
Hei, Mãe Holie e o Deus Chifrudo nos seus aspectos minguantes do ano.
MARROIO BRANCO:
Hórus.
SEMPRE-VIVA DOS TELHADOS:
Júpiter e Thor.
JACINTO:
Apoio, Artemis e Jacinto.
ÍRIS:
Hera, Hórus, Íris e Ísis.
HERA:
Attis, Baco, Dionísio, Dusares e Osíris.
JASMIM
: Diana.
ESTRAMÔNIO
: Apoio, Chingichnich e Kwawar.
ALQUEMILA:
(espécie de orquídea): várias Deusas da Terra e associada a Virgem Maria
LAVANDA:
Hécate, Saturno e Vesta.
ALFACE:
Adónis.
LÍRIO:
Astarte, Hera, Juno, Lilith e Ostara.
LISIMÁQUIA:
Kupala.
LÓTUS:
Brahma, Buda, Cunti, Hermes, Hórus, Ísis, Juno, Kuan-Yin, Lakshmi, Osíris, Padma, Tara
FETO DA AVENCA CABELO-DE-VÊNUS
: Dis, Kupala e Vénus.
MANDRÁGORA:
Afrodite, Diana, Hécate, Saturno, Circe e à lendária feiticeira teutônica Airauna.
MALMEQUER:
Xochiquitzal.
MANJERONA:
Afrodite e Vénus.
MENTAS:
Dis, Hécate, Mintha e associada à lenda clássica da ninfa Menthe.
VISCO:
Júpiter, Odin, Zeus e associado aos mitos de Balder e Eneas.
ACÔNITO:
Hécate e associado a Cérbero.
LUNÁRIA:
Aah, Artemis, Diana, Hina, Selene, Sin, Thoth e todas as deidades lunares.
MUSGO:
Tapio.
AGRIPALMA:
várias figuras de Deusas-Mae.
ARTEMÍSIA:
Artemis, Diana e associada à lenda medieval de João Batista.
AMOREIRA:
Minerva e associada à lenda clássica dos amantes babilónios, Piramus e Thisbe.
VERBASCO:
Circe e Ulisses.
NARCISO:
Dis, Hades, Narciso, Perséfone e Vénus.
ORQUÍDEA:
Baco e Orchis.
RAIZ DE ÍRIS:
Afrodite, Hera, Ísis e Osíris.
VIMEIRO:
Hécate.
SALSA:
Afrodite, Perséfone, Vénus e associada à morte e ao diabo dos mitos cristãos.
PEÔNIA:
associada à lenda de Peônio.
POEJO:
Deméter.
HORTELÃ-PIMENTA
: Zeus.
PERVINCA:
Afrodite.
TANCHAGEM:
Vénus.
PAPOULA:
Ceres, Diana e Perséfone.
PRÍMULA:
Freya e Paralisos.
BELDROEGA:
Hermes.
FRAMBOESA:
Vénus.
BAMBUS:
Inanna e Pa.
ROSA:
Afrodite, Aurora, Chioris, Cupido, Deméter, Érato, Eros, Flora, Freya, Hathor, Holda, Ísis, Vénus e associada à Virgem Maria dos mitos cristãos.
ARRUDA:
Marte
JUNCOS:
Acis
CENTEIO:
Ceres.
SÁLVIA:
Consus e Zeus.
SÂNDALO:
Vénus.
PIMPINELA BRANCA:
Kupala.
TREVO:
Trefuilngid Tre-Eochair.
SELO-DE-SALOMÃO:
Vor e associado ao lendário rei Salomão, de Israel.
MORANGO:
Freya, Frigga, Vénus e associado à Virgem Maria dos mitos cristãos.
CANA-DE-AÇÜCAR:
Cupido, Eros e Kama.
GIRASSOL:
Apolo e Deméter.
ATANÁSIA:
associada à Virgem Maria e à lenda clássica de Ganimede.
ESTRAGÃO:
Lilith.
CARDO:
Thor e associado à Virgem Maria.
TRIFÓLIO:
Olwen.
VERBENA:
Diana e Hermes.
VERVENA:
Aradia, Cerridwen, Deméter, Diana, Hermes, Ísis, Juno, Júpiter, Marte, Mercúrio, Perséfone,
Thor e Vénus.
VIOLETA:
Afrodite, Attis, Io, Vénus, Zeus e associada à Virgem Maria.
NENÚFAR:
Surya e todas as ninfas aquáticas.
AZEDINHA:
todas as Deusas Triplas e associada a São Patrício.
ABSINTO:
Artemis, Diana, a Grande Mãe e todas as ninfas pagãs da Rússia.
MILEFÓLIO:
o Deus Chifrudo dos Bruxos e associado ao herói grego Aquiles.
(POR BRUXAZAIRA DE OS¬7¬ELEMENTOS)
25 de abr. de 2011
BANHOS!...
Acreditamos que todos os seres estão sob a vibração Original de um destes Orixás, como estamos em evolução, encarnamos diversas vezes em todas as vibrações, mas como saber qual é o Orixá que rege nossa atual encarnação ? Debaixo de qual Vibração Original estamos ?
Através do signo
Que se divide em quatro forças básicas:
Signos do FOGO : Áries , Leão e Sagitário
Signos do AR : Gêmeos, Libra e Aquário
Signos da ÁGUA : Câncer, Escorpião e Peixes
Signos da TERRA : Touro, Virgem e Capricórnio
Fogo e Ar = São considerados signos positivos
Água e Terra = São considerados signos negativos
Ø Isso por questão de polaridade (+ -) , e não por ser bom ou não
Fogo = elemento Radiante
Ar = elemento Expansivo
Água = elemento Fluente
Terra = elemento Coesivo
Os banhos ritualísticos de uma maneira geral são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, a fim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.
Temos algumas categorias de banhos :
BANHOS de ELEVAÇÃO OU LITURGICO
ü São utilizados só por médiuns iniciados (pois esse banho movimenta certas energias de ordem psíquica, podendo trazer sérios distúrbios se o médiuns não estiver pronto).
ü Esse banho liga o médium com o seu próprio interior, fazendo-o elevar-se a níveis superiores, com isso cria um forte elo de ligação com seus mentores.
ü Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :
1. A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido à abundância de prana.
2. Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.
3. Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.
4. Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a
5. Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes
6. Lavar as ervas em água limpa e corrente
7. Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho
8. A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas
Preparo do Banho :
ü Escolher 3,5,ou 7 ervas solares (p/ esse banho SÓ ERVAS DE ORIXALÁ).
ü Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (9:00 a 12:00 h).
ü Numa vasilha de louça branca ou ágata;
ü Lavar bem as ervas antes;
ü Lavar as mãos e limpar com álcool;
ü Água de mina ou cachoeira (água pura);
ü Luz de lamparina (com azeite de oliva ou amêndoas-doces) fica no centro do pentagrama , em louvor a Orixalá;
ü Tábua ou toalha riscada c/ pemba
ü Triturar as ervas com as mãos, debaixo de uma boa corrente mental, (com os pensamentos, os mais puros possíveis),
ü Côa-se retirando os resto das folhas,
ü Toma primeiro o banho de higienização física,
ü Esse banho PASSA PELA CABEÇA,
ü Ficar de costas para os cardeais OESTE ou LESTE, para absorção de energias;
ü Respirar lenta e profundamente
ü Não se enxugar por 3 minutos
ü Melhor dia é DOMINGO
ü Repetir esse banho sempre que houver necessidade.
BANHOS DE DESCARGAS OU DESIMPREGNAÇÃO
Popularmente conhecido como banhos de Descarrego, mas o correto é banho de descarga ou desimpregnação energética, é o banho mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Toda esta egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando nesta egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até ser obsediados.
Há dois tipos de banhos de descarrego :
1) Banho de Sal Grosso
2) Banho de Descarrego com Ervas
Banho de sal grosso
Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples:
ü Uma vasilha de louça branca ou ágata
ü 3 ”pedrinhas” de sal grosso em água morna ou fria.
ü Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
ü Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
ü Pisar sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
ü Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também se descarregou as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
ü Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
ü Pode usar a água do mar, no lugar da água e sal grosso.
ü Pode ser feito em qualquer fase da lua
Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada a uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz.
ü Escolher 3,5,ou 7 ervas (da Vibração Original)
ü Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (da Vibração Original)
ü Lavar bem as ervas antes;
ü Numa vasilha de louça branca ou ágata;
ü Água FERVENTE sobre as ervas ;
ü 1 vela sobre o pentagrama , em louvor ao Orixá;
ü Tábua ou toalha riscada c/ pemba
ü Espera esfriar
ü Toma primeiro o banho de higienização física,
ü Esse banho NÃO PASSA PELA CABEÇA,é do pescoço p/ baixo,
ü É NECESSÀRIO DEIXAR AS ERVAS (SEM TRITURAR) PASSAR PELO CORPO.
ü Ficar de frente para o cardeal SUL ;
ü Respirar lenta e profundamente
ü Não se enxugar por 3 minutos
ü Melhor dia é (da Vibração Original) ver tabela
ü Pisar sobre pequenos pedaços de carvão vegetal ou mineral( elemento carbono), já que eles absorverão a carga negativa
ü Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
ü Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas + os carvões. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num vidro (por ser isolante) e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente. (sem o vidro é lógico).
BANHOS DE FIXAÇÃO OU RITUÁLISCO
ü ESTE BANHO É SÓ PARA MÉDIUNS
ü Visa precipitar sem maior abundância fluída etérico-físicos (aumentar, facilitar o contato , a ligação, com seu mentor ),
ü Usa ervas da VIBRAÇÃO ORIGINAL + ERVAS DA VIBRAÇÂO ORIGINAL DA ENTIDADE ATUANTE, na proporção 2:1
ü É preparado da mesma forma do banho de elevação
ü Pode ser com água fervente ou dos sítios vibratórios (cachoeira,rio, mar, mina, etc)
Obs.: SE USAR ÁGUA FERVENTE, RETIRA AS ERVAS E DEPOSITA NUMA MATA, SE USAR ÁGUA DOS SITIOS VIBRATÓRIOS, COA ANTES E UTILIZA SOMENTE O SUMO.
ü Pode ser fixado num pentagrama ou hexagrama
ü Cardeal LESTE OU OESTE
ü Não passar as ervas pelo corpo,
ü Só do PESCOÇO para BAIXO,
ü É bom utilizá-lo em dia de Adestramento Mediúnico
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ü Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos.
ü A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.
ü Ao colher as ervas para a preparação banho, sempre tenha em mente a necessidade de estar consciente sobre aquilo que está fazendo (Força da Ação Psíquica). Assim, colhas as ervas de modo consciente, pedido a autorização para colher aquela folha, pois "alguém" é responsável por aquela planta. ü Sempre colha as folhas em números ímpares e em ordem crescente: uma folha da primeira erva a ser colhida, três da segunda, cinco da terceira, e assim por diante. Caso tenha dificuldade em encontrar as ervas afins para os banhos, utilize-se apenas das ervas solares - as relativas a Orixalá.
Importante :
• Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
• Alguns banhos são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.
• Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas.
• Acender uma vela e manter-se em oração e concentração, já que se está realizando um ritual.
• Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
• Embora todo o corpo será banhado, à parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.
9 de jul. de 2010
19 de mai. de 2010
PALMA!...( DENDE )

Nome Cientifico: Elaeis guineensis.
Família: Palmae.
Sinônimos: palma-de-guiné, dendê (Angola), palmeira dendê, coqueiro-de-dendê
e seu fruto como dendê.
Ocorrência natural na África. O dendezeiro é uma palmeira originária da
Costa Ocidental da África que foi trazida no século XVII pelos escravos ao
Brasil e adaptou-se bem ao clima tropical úmido do litoral baiano.
Descrição: Altura máxima do caule em torno de 20 m.
Espécie com caule espesso quando jovem, tornando-se mais fino e marcado por
cicatrizes com o passar do tempo.
Apresenta frutificação abundante quase o ano inteiro, com frutos ovalados,
pretos e avermelhados na base.
Propriedades: É cultivado para obtenção de óleo destinado à indústria e à
culinária. Seu principal produto, o óleo extraído industrialmente da polpa
de seu fruto possui amplo uso dentro da área alimentícia, fazendo parte
direta ou indiretamente de margarinas, gorduras, pó para sorvete, óleo de
cozinha, entre outros; ainda é substituto para a manteiga de cacau e fornece
vitamina E, e, beta-caroteno.
O óleo de palma entra também na composição de sabões, condicionador para
cabelos, xampus, velas, etc.
Como outros óleos e gorduras comestíveis, o óleo de palma e
seus derivados são facilmente absorvidos e utilizados normalmente no
processo metabólico. Cada grama do óleo concentrado tem uma densidade de
energia equivalente a nove calorias e é então fonte alimentícia útil que
satisfaz nossas exigências de energias diárias. O óleo de palma tem uma
composição de ácidos graxos que é de aproximadamente 51% insaturadas e 49%
saturada. Considerando que é um óleo comestível dietético de origem vegetal
está essencialmente livre de colesterol. Testes clínicos em humanos
mostraram que o óleo de palma enriquecido em dietas não eleva o nível de
colesterol no sangue e sim nivela os níveis em humanos comparados com dietas
enriquecidas em saturados ou óleos comestíveis insaturados. Pelo contrário,
foram notadas dietas de óleo de palma aumentando o colesterol de alta
densidade (HDL-C), que é protetor contra doenças coronárias e diminuição do
de baixa densidade (LDL), prejudicial. Tradicionalmente foi pensado que
todos os ácidos graxos saturados eram igualmente elevadores do nível
colesterol. Porém, controlados estudos em animais e humanos deixou evidente
que o colesterol prejudicial é elevado pelo consumo de ácido mirístico que
está presente em gorduras de leite, óleo de coco e óleo de palmiste. O óleo
de palma contém desprezível quantidade (< 1%) deste ácido graxo, devido a
isso, nenhum dos ácidos graxos no óleo de palma eleva o colesterol.
Basicamente, o óleo de palma e seus derivados se comportam como "gorduras
neutras" na resposta colesterolêmica. Adicionalmente, o óleo de palma quando
utilizado em muitas formulações alimentícias não requer nenhuma hidrogenação
e, portanto é livre de ácidos graxos trans. Estes ácidos graxos trans foram
recentemente reportados por elevar o LDL - colesterol aterogênico e por
reduzir o HDL - colesterol benéfico, além de causarem danos sérios às
membranas celulares, favorecendo a incidência de vários tipos de câncer.
Sabe-se também que uma dieta rica em óleo de palma reduz o risco de trombose
e possui, devido às suas propriedades antioxidantes, papel protetor para
células humanas, prevenindo doenças cardíacas e câncer.
Por possui um alto teor de carotenóides (provitamina A),
auxilia no tratamento da cegueira noturna, um mal que atinge milhões de
crianças ao redor do mundo, principalmente na África, onde a Malásia mantém
um programa de combate à deficiência de vitamina A no organismo através do
consumo de óleo de palma vermelho na forma de biscoitos. O óleo de palma
bruto é a fonte mais rica da natureza em carotenóides com concentrações na
ordem de 700-1000 ppm. Por exemplo, isto é aproximadamente 15 vezes mais que
aquele presente em cenouras. O principal carotenóide em óleo de palma é o
beta-caroteno (55%), alfa-caroteno (35%), e porcentagens menores de
licopeno, fitoeno e zeocarotenos. Estes carotenóides de palma naturais têm
propriedades antioxidantes e anti-cancerigenas como foram demonstrados em
vários modelos animais.
O óleo possui também um alto teor de vitamina E (tocoferol e
tocotrienóis). Foi reportado que a vitamina E da palma age como um
antioxidante biológico que protege contra a oxidação acentuada e o processo
de arteriosclerose. Os tocotrienóis agem como reguladores de colesterol no
sangue e devido a isso poderiam ajudar a explicar a neutralidade do óleo de
palma no enriquecimento das dietas e seu efeito no aumento do colesterol
benéfico. Os tocotrienóis também estão sendo investigados ativamente,
especialmente pelas suas propriedades anti-cancerigenas observadas no
combate ao câncer de mama.
Esta Palmeira isoladamente ou em grupos participa na ornamentação de praças
e parques.
Locais onde pode ser encontrada: lago da Ilha do Frade, Monumento do
Imigrante Italiano, Av. Desembargador Santos Neves, Praça dos Desejos e
Parque Municipal Horto de Maruípe.
Propriedades Energéticas:
Candomblé
Orixá: Nana.
É considerada uma das árvores dedicadas as Iyá Mi.
Usado nos cultos aos antepassados. Óleo indispensável à maioria dos
alimentos litúrgicos. As folhas (mònrìwó) ornamentam as entradas dos
terreiros e usadas por Ogum.
Chamado em Iorubá de Igí Òpé.
Coco de Dendê - É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente,
desprovida da polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir
a manteiga. É a chamada manteiga de karité.
Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias,
anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.
LOURO!...

*Indicações*: Úlceras, amenorréias, dispepsias e nevralgias. Facilita a
digestão, ajuda no tratamento das bronquites crônicas.
*Os frutos*: regulador do apetite, devido às substâncias amargas que contém.
O pó de frutos de loureiro emprega-se como especiaria estomacal e diurético
em uso interno, e no exterior como ungüento nas hemorróidas.
O *óleo *utiliza-se como massa cutânea nas doenças reumáticas da pele e como
meio protetor contra os insetos.
*Receita*: uma xícara de infusão feita na base de 5g de folhas secas em 1/2
litro de água emprega-se como remédio nas dores do estômago e nos vômitos.
*Cuidados*: pelo teor de *óleos essenciais*, o óleo de loureiro pode dar
lugar a reações alérgicas. É um sensibilizador aos raios ultravioletas; tal
como o óleo da bergamota. Por isso evitar irradiações fortes de sol - pode
ocasionar na doença de Berloque.
Fonte: A Cura e a Saúde Pelos Alimentos. Dr. Ernst Schneider. 2ª edição.
Casa Publicadora Brasileira. São Paulo. 1984. 507 p.
============ ========= ========= ========= ========= ===
*Louro *- *Laurus nobilis*
Emenagogo, digestivo e anti-flatulento.
Infusão de folhas.
============ ========= ========= ========= ========= =
*Propriedades Mágico-Energéticas: *
*Louro*: Para promover vitória, protecção e cura
*Planeta*: O louro, por exemplo, é atribuído ao *Sol *e tem o poder de criar
uma reação psicológica que pode ser considerada como o despertar de
ponteciais solares latentes.
*Elemento*: Fogo.
*Gênero*: masculino.
*Energias*: proteção. Consciência psíquica. Purificação.
*Símbolo*: da cura.
*Deuses*: Apolo, Adonis, Buda, Ra, Ártemis, Gaia (Mãe Terra), Marte, Hélios,
Esculápio, Kernunos e Dafae.
Usado como óleo, incenso e na culinária.
Tem efeito estimulante.
*Incenso e Defumação*: Seu incenso traz alegria ao ambiente. As folhas
queimadas também induzem a visões.
Diz-se que o louro é a mais nobre das árvores, e também a mais orgulhosa,
tanto que uma folha de Louro significa *"só mudo com a morte".*
O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na
divinação e nos sonhos mágicos. O louro é símbolo da imortalidade, da
vitória e da paz. É o símbolo também da glória, das trevas e da poesia.
Na tradição greco-romana, imperadores, heróis e poetas usavam coroas de
louro como sinal de que eram pessoas muito importantes, pois na Antiga
Grécia as folhas de louro eram usadas para fazer coroas para os vitoriosos
no atletismo olímpico ou nos concursos de poesia e era dedicado a
muitas *divindades
*do mundo clássico. Erva da fama e da glória.
Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e esta associada à
inspiração poética.
Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da *deusa tripla* para induzir o
transe poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do *Oráculo
de Delfos* para inspiração oracular.
As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para *proteger as
casas dos raios e dos trovões*, e para manter longes feiticeiros e demônios.
Um ramo de suas folhas secas ou frescas acaba com o perigo das tempestades,
dos trovões e relâmpagos. Usado como amuleto para evitar as negatividades.
* O louro é largamente usado em todas as formas de *magia do amor*, do *desejo
*e da *cura*. Também em *negócios*, *proteção*, *purificação *e *força*.
As aromáticas folhas de louro são utilizadas frescas ou secas e têm um lugar
essencial num ramo de cheiros.
Qualquer pessoa norte-americana que ao jantar recebesse uma folha de louro
em sua tigela de alimento, fazia um pedido. A folha de louro fazia com que o
desejo fosse realizado.
*Magia*:
1) As folhas frescas ou secas mantêm-se sempre verdes. Colocadas no quarto,
sobre a mesa ou no armário de roupas exalam perfume suave e *atrai êxito*.
2) Para *combater insônia* também é utilizado, na forma de travesseiro. Suas
folhas deixadas embaixo do travesseiro induzem a *sonhos proféticos*.
3) Fortalece a *clarividência *se queimadas. Suas folhas, se mascadas,
produzem visões, pois são narcóticas. As folhas podem ser queimadas ou
mastigadas para *induzir visões*.
4) Manter um pé de louro em casa *protege *todos os que moram nela de *
doenças*. Atrai *proteção*. Pode ser usado em rituais de *proteção *e *
purificação*. Ela tem propriedades *purificadoras *e *relaxantes* . Usado
como amuleto para evitar as *negatividades* .
*Candomblé*:
- Louro - *laurus nobilis - (ewe asá) **ossain*
Não tem aplicação nas obrigações de cabeça dentro do Candomblé, mas é usada
nas *defumações *caseiras para *atrair recursos financeiros* .
Suas folhas também são utilizadas para *ornamentar a orla das travessas em
que se coloca o acarajé* para arriar em oferenda a *Iansã*.
Planta que simboliza a *vitória*, por isso pertence à *Iansã*.
Outra erva muita conhecida nas cozinhas, como condimento e tempero e que
também tem qualidades litúrgicas e medicinais, no ritual é muito utilizada
em *defumação *e *banho *para atrair *prosperidade* .
Tem bons resultados para combater a *ausência da menstruação* (amenorréia)
em forma de chá, ou no combate da *nevralgia *e *reumatismo *fazendo
fricções com o *azeite *extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
*Forma de Uso:* Defumação, banho e chá.
*Orixás*: *Yasã / Oya*
*Botânica oculta:*
Árvore consagrada a *Apolo*.
A *dafnomancia *é uma das diversas formas da magia adivinhatória, muito
usada na antiguidade. Os materiais empregados nesta cerimônia eram os ramos
de loureiro, com o qual se coroavam os adivinhos. Praticava-se de duas
maneiras:
Uma consistia em lançar ao fogo um ramo seco e, pela faiscação, pela
cintilação e pelo humo produzidos durante a queima, faziam-se os presságios.
Estes eram incertos quando o raminho se consumia sem fazer nenhum ruído, mas
se vaticinava com toda certeza quando faiscava ruidosamente e as chispas
eram abundantes e se obtinha uma finíssima fumarada. Além disso, tudo isto
constituía um bom augúrio.
A outra maneira de predizer consistia em mastigar umas folhas novas de
loureiro; o áugere fechava os olhos e começava o trabalho de concentração
mental; depois de um certo tempo, mais ou menos prolongado, dava a resposta
à consulta que lhe havia sido feita. Esta última forma de adivinhação era
praticada pelas pitonisas, sibilas e sacerdotes de *Apolo *e por isso eram
chamados *dafnéfagos*, isto é, comedores de loureiro.
Quente e seco.
*Sol *em Leão ou Lua em Peixes.
*Lendas e Mitos: *
Na Idade Média era usado para *afastar demônios, bruxas e raios*. Uma
superstição diz que quando morre um loureiro, ocorre um grande desastre.
O loureiro era a árvore consagrada ao *deus Apolo*, deus grego da profecia,
poesia e cura. As sacerdotisas transmitiam suas profecias após, entre outros
rituais, mastigar uma folha de louro.
Na antiguidade greco-romana era símbolo de glória, com as coroas feitas da
erva, dada em premiação aos antigos generais, poetas, atletas olímpicos,
etc. e até mesmo os *deuses gregos* não abriam mão de seus efeitos nobres.
Daí o seu nome: *nobilis*.
* Na mitologia grega o louro representa a virgem *Daphne *transformada por
seu pai numa árvore de folhas brilhantes para escapar das perseguições
amorosas de *Apolo*, que desde então passou a usar uma coroa de louros sobre
seus cabelos. A partir daí este uso tornou-se um símbolo de *vitória*, e a
coroa foi usados por reis, conquistadores, príncipe e poeta.
Os romanos antigos denominavam de *bacca laureus* o fruto do loureiro, e
desta denominação é que surgiu, através de derivações, o termo *bacharel*,
que é uma honraria acadêmica. Então na verdade podemos dizer que o bacharel
é o fruto do loureiro.
Na Europa, durante a Idade Média, os habitantes dos vilarejos costumavam
queimar folhas de louro em praças públicas, pois acreditavam que isto
*combateria
a peste* que assolava a região.
Louro em folhas frescas ou secas têm sabor forte e tempera assados,
ensopados e sopas. Recomenda-se tirar as folhas de louro antes de finalizar
o cozimento do prato, pois costumam amargar.
( Recebi por e-mail )
23 de fev. de 2010
5 de jan. de 2010
24 de nov. de 2009
13 de fev. de 2009
PLANTAS MEDICINAIS!...
R E M É D I O S...
O remédio que resolve problemas graves é chamado um "santo remédio".
Dizem também: Deus querendo, água do pote é remédio.
P L A N T A S M E D I C I N A I S :
São administradas em chás, garrafadas, xaropes, cheiros e defumadores,
em banhos e em banhas. - É bom lembrar que não só raizeiros conhecem
raízes, sementes e folhas. Todos conhecem e usam as plantas
medicinais: quebra-pedra, boldo, carqueja, hortelã. Especialmente, o
conjunto das mulheres de uma rua ou bairro cultiva o conhecimento das
plantas. Quando alguém adoece, as comadres conversam. Uma sabe o que é
bom, outra sabe onde cresce. Vão aqui aqui apenas alguns exemplos do
uso das plantas e sem nenhuma garantia da parte do autor deste artigo.
AGONIADA Planta medicinal para tratamento das doenças do
útero, dos ovários, da asma. Cura corrimentos.
ANGICO Planta medicinal. Misturado ao olho-de-goiaba e à
casca do pajeú, é usado como remédio contra veneno de cobra(BA,médio
São Francisco).
ASMA Remédio contra asma: Toma-se três raízes de erva
cidreira(socadas) e três casas de "Maria Barreira"(marimbond o). Depois
de tudo fervido e coado, tomar o chá.
CAJU Como remédio, o caju é bom para tosse de cachorro,
depurar o sangue, contra escorbuto, afta, cólica intestinal, males dos
rins. A cinza serve para dentifrício. A casca, boa para tirar cansaço.
O óleo da castanha é útil para desinfetar e para verme no intestino,
ajuda na cura de eczema e de hanseníase, cicatriza verruga e úlceras.
O suco da fruta, entre outras coisas, é bom para tratar diabetes,
sífilis, icterícia, dores de mulher.
CAPIM-AÇU É bom para o pulmão e cura coqueluche, que
chega a prejudicar as vistas da criança. Usam o sumo do capim-açu com
leite de égua. É um remédio quente. Também levar a pessoa para dentro
do rio de manhã cedo e mergulhá-la três vezes dentro da água. Existem
ainda as simpatias para curar coqueluche: casinha de "Maria Barreira".
O governo promove a vacinação preventiva e obrigatória.
GUINÉ Planta medicinal, mas fedorenta. A raiz é remédio
fino, diurético, depurativo do sangue, traz alívio na dor de dente, e
é abortivo. Guiné na cachaça de uso externo é bom para reumatismo.
Doses elevadas podem levar à morte. Defumatório de folhas de guiné nas
sextas-feiras às portas das casas ou dentro delas é usado como
preservativo contra mandingas e coisas-feitas. Há figas esculpidas em
guiné, e Santo Antônio de Guiné.
A COLHEITA DAS PLANTAS MEDICINAIS Há plantas que, por
mistério, apenas aparecem em determinada hora ou dia. Há plantas que
ganham mais força quando são colhidas no dia de certo santo, por
exemplo na noite de São João ou em Sexta-feira Santa. O curador em
busca de plantas medicinais poderá pedir licença: Deus te salve,
laranjeira que venho te visitar. Venho te pedir uma folha para nunca
mais voltar.11 Segundo os raizeiros, há plantas encantadas que só são
encontradas após certas cerimônias. O mesmo existe na Angola. - É
costume plantar para o uso medicinal, um pouco de alho, fumo, arruda,
na Sexta-feira da Paixão(o dia da salvação).
É impossível separar a planta medicinal da religião. A
própria rezadeira benze e ensina as plantas. Há muitas plantas com
nomes religiosos: espinheira santa (Neutraliza o ácido, por isso é boa
contra úlcera no estômago. O suco cura até bêbados. Encontrada na
região de São Paulo ao Rio Grande do Sul.) malva-de-São- Francisco,
São-Caetano, Santo Inácio, Vassourinha de Nossa Senhora,
raiz-do-Espírito Santo, etc..
O U T R O S R E M É D I O S
BANHA Pomada da medicina popular. Exs: banha de jibóia é
boa para reumatismo; banha de capivara para zoeira nos peitos; banha
de canela da ema para surdez; banha de galinha é bom para perebas e
tumores; banha de jacu é usada na asma e chiadeira do peito; banha de
porco desinflama panariz e, derretida na pinga, cura embriaguez. Banha
de traíra cura dor de ouvido.
CORDÃO UMBILICAL É guardado e usado para remédio: chá de
cordão é usado contra epilepsia.
CREOLINA Remédio caseiro contra a malária e dor de dente.
Num gargarejo, cura dor de garganta. Umas gotinhas no café da manhã
curam a gripe. Na água do banho, para curar caruara, frieira e feridas
e ficar com a pele lisa. Ela pura cura bicheira.
RISCADO DE CINZA Cura empazinado. Barriga doendo, porque
cheia de gaz. Remédio: riscado de cinza de fornalha. Beber a água e
passar a borra em cruz no umbigo. Observamos a não-separação de
remédio e reza.
LEITE MATERNO Usado como colírio.
PEDRA-DO-BUCHO O mesmo que maçã, benzoá, bezoar. Trata-se
de uma bola compacta de pelos(tricobenzoar) ou vegetais, formada no
estômago dos ruminantes. É usada, entre outros, contra a lepra(no Vale
do Jequitinhonha. MG).
PICUMÃ ou PUCUMÃ Fuligem do fumeiro, às vezes usado em
remédios e para curar o umbigo de recém-nascido.
RAPÉ Pó de fumo de rolo, torrado e moído. Dor de barriga
de menino é curada com três cruzinhas de rapé em cima do umbigo. Há
também o rapé de emburana macho.
O povo distingue: remédio fino, remédio fresco e remédio quente:
REMÉDIO FINO Provoca suadouro. Por isso o doente não pode
se molhar na água fria de chuva ou banho. Remédios finos: (Alguns
exemplos) - Gendiroba (torrada e moída) tomada sem dieta, um baguinho
só, é bom para dores de cólica e de estômago; (Com sebo) pomada contra
dores de reumatismo. - Guiné (raiz na pinga) bom para dor e
reumatismo. Contra mordida de cobra. - Pau-de-ovelha (muqueca quente)
bom para reumatismo e dor. - Folha da negra-mina (folha amarrada na
cabeça) bom para dor de cabeça e ar-de-estupor. - Alho (chá) contra
dor de dente. - Jalapa (doce de jalapa) contra vermes.
REMÉDIO FRESCO ou FRIO O remédio fresco, chá fresco,
refresca o corpo por dentro. Cura mau-estar da vista, dos rins, fígado
e intestino. Remédios frescos: açafroa, quina, quebra-pedra, salça,
jalapa, picão, poejo, peroba rosa, tiuzinho, limão, folha de abacate,
água-da-colônia (raiz), cipó-de-São-Joã o (raiz), pimenta malagueta,
tomate, limão e caju. Folha de caju (folha seca?) cozida e adoçada é
ótima.
REMÉDIO QUENTE O remédio quente põe a doença e o calor
para fora do corpo. Usado nas doenças Sarampo, febre, catapora,
coqueluche, bixiga, gripe, asma, e outros. Remédios quentes: carro
santo, pimenta-do-reino, raiz de fedegoso, cravo, amendoim, alfavaca,
unha danta, sabugueiro, gengibre, agrião, hortelã, limão (assado),
laranja tanja, levante, anador da farmácia e outros. Alguns destes são
remédios finos. O remédio quente incomoda o fígado, os rins e o
intestino.
S I M P A T I A S :
Entre remédios, rezas e simpatias, o remédio e a reza são
os mais fáceis de definir.
A simpatia, como elemento menos racional, é mais difícil
de entender. Não é um remédio nem uma medalha. A própria palavra
simpatia já sugere um coisa que não se explica. Vejamos: uma criança
não caminha bem. A mãe pega na teia de aranha aquele bolinha amarela
que é formada pelos ovos da aranha, e esfrega-a na perna da criança.
Que é isso? Alguém poderia dizer: Ali tem cálcio, tem proteínas,
fazendo assim da simpatia um remédio. Está errado! Observem: a aranha
caminha que é uma beleza. A mãe passa os ovos da aranha na perna da
criança imaginando que a agilidade da aranha passe para a criança. É
isso aí. Outros banham a perna da criança com chá de pé de veado, pelo
mesmo motivo. Criança gaga bebe água da campainha do altar. Esperam
que o som desembaraçado da campainha que faz todos levantar e ajoelhar
na igreja, passe para a criança. Mas como pode? Não sei. Eu já não
disse que as simpatias não se explicam! Os exemplos que dei, ainda
parecem ter alguma lógica. Outros não tem nenhuma.
Há simpatia de amor, de boa sorte, para ganhar no jogo. Há
simpatias que a pessoa envolvida não pode saber. Outras a própria
pessoa faz. Na medicina popular, as simpatias servem para curar
verrugas, hemorróidas, asma, epilepsia, soluço, para o cabelo crescer,
para não secar o leite materno, na hora do parto e para sair a
placenta. Muitas vezes aparecem em conjunto com remédios e rezas. Há
simpatias de prevenção: por ex., para fechar o corpo.
A palavra `simpatia' vem do grego, "sentir juntos o
mesmo". Parte fundamental da medicina popular, as simpatias vem de
tempos remotos. Um médico suíço do séc.XVI, Paracelsus, julgava
necessária a "antiga arte de fazer uma simpatia com a doença". Esta
prática parece ter vindo do antigo Egito. A simpatia revela uma
diferença entre a terapia puramente intelectual e outra pelo curador
que conhece a doença por experiência própria e que peleja com o
sofrimento dos outros. O amuleto é uma espécie de simpatia. Embora a
simpatia não se explique, o funcionamento da simpatia supõe alguma
relação íntima entre homens, animais, plantas e planetas. A intuição
desta profunda união não leva em conta as leis de causa-fim. Por ex.:
para secar o leite materno a mulher põe ao pescoço um cordão de talos
da mamona. Fazendo uma simpatia, as pessoas buscam na ação a
concretização de um desejo. O uso das analogias para encontrar
remédios é antiquíssimo. Mas foi Paracelso(1493- 1541) que elaborou um
sistema lógico a respeito. Seguem mais alguns poucos exemplos tirados
da medicina popular:
EMPELICADO ou APLICADO Diz-se da criança que nasce
coberta por uma película. Nasceu empelicado quer dizer, nasceu para
ser feliz e ter boa sorte. Alguns colocam a película, depois de seca,
como simpatia no travesseiro da criança, sem ser
revelada.(Araç uaí.MG.1991. )
HEMORRÓIDAS Também chamada caseira. Existem orações e
simpatias para tratá-las, como sentar-se no couro do bicho preguiça.
Usam banhar com erva-de-bicho. Colocam o pó da pele torrada da moela
de galinha(MG).
MALEITA O mesmo que malária. Maleitado, com febre. Além
de remédios, encontramos uma simpatia engraçada para afastar ou
queimar a maleita. Querendo proteger-se da doença, a pessoa leva na
cabeça um feixinho de gravetos até uma encruzilhada. Lá prepara uma
trempe como se fosse uma fogueira e diz três vezes: Maleita, fica aí
que eu vou buscar fogo pra fazer café para nós. Depois afasta-se sem
olhar para trás, que a maleita ficará presa entre os gravetos.12
PREGO O gesto mágico de bater um prego numa árvore para
livrar de febre, dor de dente e hérnia, já existia na Europa antiga
precristã e perdura até hoje. Conforme uma simpatia tradicional em
Betim(MG), para diminuir o umbigo grande da criança, a mãe deve bater
um prego novo num cupim. Na medida que o prego some pela ação do
cupim, o umbigo vai diminuindo.
PROTEÇÃO Plantas como espada-de-São Jorge e guiné são
usadas como simpatia e protegem moradias e locais de comércio de maus
olhados e outros fluidos maléficos.
R E Z A :
Em Araçuaí(MG), registrei umas 2500 rezas. Boa parte serve
para curar doenças. Muitas para quebranto. Outras tantas para estancar
sangue numa ferida, para engasgo, para dor de dente, dor de pontada,
para lombrigas, para cobreiro, para íngua e muitas outras. Algumas
orações não podem ser reveladas. Algumas são preventivas, como a
oração de São Bento para cobra não ofender.
No nosso contexto, o benzimento ou a bênção é um ritual de
cura. Há benzimentos para doenças específicas e outras que servem para
qualquer doença. Por ex., faça um sinal da cruz e diga: Eu te benzo
pelo nome que te puseram na pia, em nome de Deus e da Virgem Maria, e
das três pessoas da Santíssima Trindade, eu te benzo. Deus nosso
Senhor que te cura, Deus que te acuda nas tuas necessidades. Se teu
mal é quebrante, mal invejado, olhos atravessados ou qualquer outra
enfermidade, se te deram no comer, no beber, no sorrir, no zombar, na
tua formosura, na tua gordura, na tua postura, na tua barriga, nos
teus ossos, na tua cabeça, na tua garganta, nas tuas lombrigas, nas
tuas pernas. Que Deus Nosso Senhor que há de tirar, vem um anjo do
céu, deita no fundo do mar onde não ouça galinha e nem galo a cantar.
Faz-se uma cruz em cima o copo e reze o credo três vezes, na segunda
vez reze um PN à Santíssima Trindade e na terceira vez uma Salve
Rainha a Nossa Senhora. Faça essa oração três dias seguidos. Antes do
benzimento colocar um copo com água e depois dar para a pessoa
beber.(Casa Branca.SP. 1994)
No ritual da cura, não se separam corpo e alma. Não é
possível salvar somente a alma ou apenas o corpo. Por isso, é possível
estar com o diabo no corpo. E até: deitar a alma pela boca. Nas
doenças amarram um cordão de orações no corpo, oferecem no santuário o
peso do corpo em cera. Numa oração para parto e numa outra contra
lombrigas, anotam-se numa tirinha de papel as letras iniciais da
oração, para serem engolidas. Muitos trazem no corpo as marcas do
sofrimento, da seca, da violência, da pobreza, da doença. Para ficar
invulnerável contra todos os males e perigos existem os rituais para
fechar o corpo.
Algumas fórmulas de rezas são tão antigas que suas origens
seguramente se encontram na mitologia germânica ou céltica do início
da história da Europa pré-cristã. Temos o exemplo da reza de izipa,
encontrada num código austríaco do séc.IX, ainda na época da
cristianização da Europa por Carlos Magno: Do tutano deu no osso, do
osso deu no nervo, do nervo deu na carne, da carne deu na pele, da
pele foi para as ondas dos mar etc, etc. Mas, mesmo assim, as
rezadeiras se adaptam aos tempos modernos. O micróbio já entrou na
oração contra dor de dente. O gelo na bênção da carne quebrada.
Duas formas de oração ligadas às curas:
- A oferta do ex-voto, objeto de cera, madeira, prata e
outros materiais, em forma de cabeça, perna, peito e outras partes do
corpo humano: ou então, muletas, pinturas, fotografias, miniaturas,
para pedir e agradecer curas, proteção divina em perigos, graças
alcançadas ou outra experiência religiosa. Os ex-votos ou `milagres'
são deixados em santuários de romaria.
- O exorcismo ou esconjuração. Em nome de Deus e através
de rito ou palavra dominar e expulsar um espírito mau e os vermes de
doentes, possessos de demônio ou encosto. O exorcismo tem como
resultado a cura, a reconciliação e o perdão, enfim, a salvação. Hoje
usado frequentemente nas igrejas pentecostais e no movimento
carismático católico.
Grandes epidemias históricas deixaram suas marcas na
oração pública. Vários benditos de São Sebastião, São Barnabé, e de
São José falam em "peste, fome e guerra". Especialmente os cantos de
penitência. Muitas destas coisas tem origem portuguesa e devem ter
surgidas nas epidemias, crises de fome e nas guerras de reconquista e
cruzada acontecidas em Portugal. Crises de fome em Portugal
aconteceram em 1202, 1310, 1333-1334, 1521-1522, 1597, 1655, 1659.
O ar é um dos quatro elementos e está muito presente nas
bênçãos. Vejamos a oração contra mal-de-vento- excomungado( ou: ar
bravo), em Ponte Nova(MG): Vento maldito vento excomungado Nosso
Senhor não te quer aqui. Nossa Senhora há de ti tirar. Nossa Senhora
há de ti levar. Ou então: Vento mau excomungado, vento maldito, vento
que Nosso Senhor não deixou no mundo, Se é na cabeça, São Anastácio
tira. Se é nos olhos, Santa Luzia tira. Se é no nariz, Santa Iria
tira. Se é na boca, Nossa Senhora tira. Se é na orelha, São Francisco
tira. Se é nos braços, santa Cruz tira. Se é no corpo, Senhor dos
Passos tira. PN. AM.13
Uma oração contra queimaduras menciona três do quatro
elementos: O fogo não tem frio, a água não tem sede, o ar não tem
calor, o pão não tem fome; São Lourenço, curai estas queimaduras pelo
poder que Deus vos deu. Fazer o sinal da cruz e oferecer um PN para
São Lourenço.14
A oração vem junto com o remédio: folhas machucadas de
abóbora colocadas em cima da queimadura. Há quem cura queimadura com
cuspo.
Existem alguns rituais de cura que colocam o tratamento
encrustrado na oração, isto é, reza parte das palavras antes e outra
depois. Por ex., quando se vê que um parto será difícil reza a Salve
Rainha até "nos amostra" e quando a criança nasceu continuam "o
bendito fruto do vosso ventre Jesus etc".
A verdade cura. É importante observar de que maneira
algumas grandes verdades aparecem em orações para curar, juntamente
com a fórmula: Assim como isto verdade é, etc.. Concretamente, numa
bênção de mau-olhado: <...> Jesus Cristo mente? Não Jesus Cristo não
mente! Assim como Jesus Cristo não mente, este mal não vai adiante. Da
mesma forma usam a verdade: Maria é Virgem, na oração contra a
moléstia do tempo. E para curar bicheira afirmam: Trabalhar no
domingo não vai para frente; Quem come e não reza, não se salva;
Limpas ficaram as cinco chagas de Nosso Senhor; e: Quem come e não
reza, não se salva. Rezam: Assim como trabalhar no domingo não vai
para frente, esta bicheira não vai adiante. Cai de um em um, cai de
dois em dois etc.
O assunto é rico e estenso. Aqui apenas lembramos alguns
elementos importantes.
Capítulo: 5.
C O N C L U S Ã O
Na cultura popular a cura implica num ritual: uma oração
no sentido amplo, que não contradiz a simpatia, nem o remédio. A reza,
a simpatia e o remédio formam o sagrado, o sábio e o competente tripé
da medicina popular. No tratamento popular, remédio, simpatia e reza
não se separam no tratamento da pessoa doente.
Por fim, fica a pergunta: o que fazer com os valores da
Cultura Popular na nossa medicina, na nossa vida, na nossa ciência?
Duas coisas são certas:
· É minha convicção que ainda sabemos muito pouco sobre a
vida e a religião dos pobres.
· Quando nos defrontamos com a espinela caída e outras coisas
curiosas da medicina popular, temos vontade de rir e de considerá-las
inúteis, porque não tem sentido para nós e não combinam com nossas
teorias. Aí, eu lhes pergunto: quando finalmente vamos pensar a partir
do outro que é diferente. Precisamos tentar conhecer sua história e
realidade. Os remédios, as simpatias, as rezas fazem parte do agir
coerente dos pobres do Brasil.
(Recebi Por E-mail)







