Reino Faérico:
Na Europa Mítica tudo que é lenda é verdade. E não existem lendas mais variadas e difundidas do que as lendas sobre fadas. Para começar fadas são criaturas mágicas que abragem uma infinita variedade de tamanho, forma, cor, personalidade e poder. Trolls são fadas das montanhas, dríades fadas das florestas, sereias fadas dos mares, zefíros fadas dos ventos. Apesar dessa enorme variedade as fadas podem pertencer a Corte Saelie ou a Corte Unsaelie. As fadas da Corte Saelie são chamadas às vezes de fadas dos sonhos e tendem a tomar formas harmônicas e belas a olhos mundanos e a preferirem ambientes claros e campos verdejantes. Fadas Unsaelie são conhecidas também como fadas dos pesadelos e geralmente preferem a escuridão e ambientes lúgubres e locais desolados e tomam formas horrendas aos olhos mundanos. Embora não haja guerra, talvez pela falta de ordem aparente entre o belo povo, as fadas tendem a evitar suas contrapartes. Fadas não precisam comer e não envelhecem e soltam magia tão naturalmente quanto uma pessoa fala. O principal poder faérico é o Glamour. O Glamour é uma espécie de ilusão real. Não apenas em imagem mas em todos os sentidos. Este poder é resposável por muitas das lendas em relação às fadas, principalmente àquelas em que mortais acreditam que conseguiram ouro de uma fada mas acabam com pedras comuns na mão numa segunda olhada. Apesar de seus grandes poderes toda fada tem uma limitação que é a incapacidade de criar coisas novas. Uma fada pode cantar com a voz mais bela já ouvida mas é incapaz de inventar uma nova canção. Para criar ou mesmo variar uma fada precisa da ajuda de um mortal. Inclusive é comum que fadas em disputa usem de um humano pois de outro modo o resultado poderia ser predizível ou mesmo um empate eterno. Algumas fadas compartilham algumas fraquezas. As mais comuns são que fadas geralmente não se sentem bem com ferro frio e nem com auras divinas. Algumas fadas mesmo pode ser dispersadas pelo toque do sino de uma igreja. A incapacidade de criar das fadas leva-as a não conseguirem produzir certas coisas que requeiram algo grau de crição (mesmo que metafóricamente). Isto pode ser útil para os bem versados em seus mitos. Um mortal pode oferecer pão e leite para uma fada pois estes costumam ser apreciados por elas. Dar presentes para uma fada pode ser perigoso algumas podem ficar ofendidas em especial se o presente for uma roupa. Não existem regras fixas ao se lidar com esses seres tão diversos mas algumas virtudes (e defeitos) em Ars Mágica realmente ajudam na interação com elas como ingênuo, sangue de fada, criação de fada, afinidade com fadas e conhecimento de fadas. Segunda visão que permite um teste para ver através do glamour pode ser útil mas personagens com bom conhecimento desses seres devem ser avisados de que deixar claro que é capaz de ver através da ilusão seria o equivalente a deixar claro que pode-se ver através das roupas de baixo ou seja é considerado uma tremenda grosseria entre aqueles seres. Fadas não podem ser julgadas em termos de bem ou mal. Fadas não tem uma alma imortal para ser castigada no inferno ou vida após a morte e nem mesmo moral (pelo menos não como a conhecemos). Embora fadas da Corte Unsaelie tenham uma clara tendência à crueldade e sadismo um pixie (fadas à la sininho) podem matar um camponês sem ressentimento (um sentimento totalmente alheio às fadas). Algumas fadas podem gostar de devorar pessoas e outras podem gostar de seduzir jovens virgens mas elas só estão fazendo aquilo que sempre fazem. Fadas no entanto tem uma tendência a serem justas embora seu senso de justiça possa ser um tanto diferente do nosso. Por exemplo para a fada qualquer posse dela faz parte dela também então mesmo um botão da camisa de uma fada tem um valor enorme para ela e no entanto ela pode pensar o mesmo dos mortais. Um leprechaum capturado pode tentar fugir e tentará evitar que qualquer outro ser aproxime-se de seu pote de ouro podendo até mesmo dar-lhe um pote cheio de estrume e glamour no lugar o que é válido visto que não é justo prende-lo. Uma fada pode muito bem roubar todo o ouro que você esconde num baú visto que o baú não faz parte de você. É qause impossível arrancar uma promessa de uma fada mas quand isso é feito pode-se confiar definitivamente nela visto que devido a sua incapacidade de inovar uma mentira talvez ou sua natureza imutável romper uma promessa destroi irremediavelmente a fada.
20 de out. de 2011
FADAS!...
9 de jul. de 2010
26 de out. de 2009
30 de set. de 2009
8 de set. de 2009
Lendas dos Orixás - Yemanjá

Olodumaré fez o mundo e repartiu entre os orixás vários poderes, dando a cada um, um reino para cuidar.
A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum, o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaiyê o poder de controlar as doenças de pele. Oxumaré seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Ewá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios.
Oxum seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Além disso do seu reino sairia a lama da qual Oxalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Osoguian que inventou a cultura material.
Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Oxalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.
Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.
Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Oxalá não suportou os reclamos de Yemanjá.
Oxalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias curou Oxalá.
Oxalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.
29 de mai. de 2009
20 de mai. de 2009
3 de mai. de 2009
16 de abr. de 2009
FALA MORGAINE:

No meu tempo chamaram-me muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Agora, em verdade, acabei por me tornar uma maga, e pode vir um tempo em que estas coisas precisem de ser conhecidas. Mas em perfeita verdade, penso que serão os cristãos a ter a última palavra. O mundo das Fadas está a afastar-se definitivamente do mundo em que o Cristo governa. Não tenho nada contra Cristo, apenas contra os seus sacerdotes que chamam à Grande Deusa um demónio e negam que ela alguma vez tenha tido poder neste mundo. Dizem que, no máximo, o poder dela era o de satanás. Ou então vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré e dizem que foi uma virgem. Mas o que é que uma virgem pode saber da labuta e dos sofrimentos da humanidade? Agora que Artur repousa na Ilha de Avalon, deve-se contar a história de como era antes dos padres do Cristo Branco chegarem e cobrirem tudo com os seus santos. Pois, como digo, o próprio mundo mudou. Houve um tempo em que um viajante, se quisesse e conhecesse alguns dos segredos, podia mandar a sua barca para o Mar do Verão e chegar à Ilha Sagrada de Avalon: é que nesse tempo, os portões entre os mundos flutuavam por entre as brumas e estavam sempre abertos um para o outro, conforme o que o viajante pensasse e quisesse. Porque este é o grande segredo que os homens deste tempo conheciam: que por aquilo que pensam se cria o mundo à nossa volta. E agora os padres, pensando que isto usurpa o poder do seu Deus, fecharam os portões e o caminho leva apenas à ilha dos padres, que salvaguardaram com o som dos sinos da igreja, apagando todos os pensamentos sobre um outro mundo que fica nas trevas. Na verdade, dizem que esse mundo, se de facto existe, é propriedade de satanás e a porta de entrada para o inferno. Certa ocasião, a Senhora do Lago, que odiava as vestes de um padre como teria odiado uma víbora venenosa, me repreendeu por eu dizer mal do Deus deles. «Pois todos os deuses são um Deus», disse-me nessa altura, como me dissera muitas vezes antes, e como eu ensinei às minhas noviças e como todas as sacerdotisas depois de mim dirão de novo «e todas as Deusas são uma Deusa, e há um Iniciador. E para cada homem a sua verdade e Deus nela». Mas esta é a minha verdade. Eu que sou Morgaine, conto-vos estas coisas. Morgaine a quem mais tarde chamaram Morgan le Fay.
15 de abr. de 2009
10 de abr. de 2009
1 de abr. de 2009
29 de mar. de 2009
20 de mar. de 2009
A Vitoria Regia....
A LENDA :
Conta a lenda, que uma jovem índia da tribo Tupi-Guarani, chamada Naiá, queria muito ser estrela. Ela acreditava que a lua escolhia as moças mais bonitas para serem transformadas em estrelas, e para isso, procurava alcançar a lua, escalando colinas e mais colinas, sem contudo poder alcança-la.
Uma noite, vendo a lua refletida nas águas de um lago, atirou-se nele para nunca mais voltar. A lua, condoída da jovem índia, transformou seu corpo numa formosa planta que é a exótica Vitória Régia ( estrela das águas) , cujo perfume recorda os longos cabelos da bela índia.
A VERDADE:
Na verdade, a Vitória Régia é uma planta aquática da família das ninfeáceas, encontrada muito na flora Amazônica, principalmente nas várzeas, onde são vistas flutuando nos lagos de pouca profundidade e sem muita correnteza. Sua gigante folha verde chega a medir dois metros de diâmetro e tem as suas margens levantadas até quinze centimetros. Chega a pesar até 45 kg. e serve de pouso a muitas aves cansadas depois de uma longa jornada.
Flutuam nos lagos como uma enorme bandeja verde, trazendo em sua extremidade, como uma oferenda, uma única, bonita e exótica flor que se abre no crepúsculo vespertino e fecha-se no crepúsculo matutino. Essa for é muito aromática e tem de 25 a 35 cm de diâmetro quando aberta. Suas raízes fixam-se no fundo das águas e suas folhas e flores, são revestidas de espinhos na parte inferior, numa defesa natural contra a ação predadora dos peixes.
Além dos lagos da Amazônia, a Vitória Régia pode er encontrada também em Mato Grosso e nas Guianas. É cultivada como raridade nos Jardins Botânicos de todo o mundo, devido ao tamanho descomunal de suas folhas e flores.
Dizem que um naturalista Inglês, querendo homenagear a sua soberana, a Rainha Vitória, foi quem deu o nome a esta flor de Vitória Régia.



