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(Beth Reis-Maktub.)
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20 de out. de 2011

FADAS!...




Reino Faérico:
Na Europa Mítica tudo que é lenda é verdade. E não existem lendas mais variadas e difundidas do que as lendas sobre fadas. Para começar fadas são criaturas mágicas que abragem uma infinita variedade de tamanho, forma, cor, personalidade e poder. Trolls são fadas das montanhas, dríades fadas das florestas, sereias fadas dos mares, zefíros fadas dos ventos. Apesar dessa enorme variedade as fadas podem pertencer a Corte Saelie ou a Corte Unsaelie. As fadas da Corte Saelie são chamadas às vezes de fadas dos sonhos e tendem a tomar formas harmônicas e belas a olhos mundanos e a preferirem ambientes claros e campos verdejantes. Fadas Unsaelie são conhecidas também como fadas dos pesadelos e geralmente preferem a escuridão e ambientes lúgubres e locais desolados e tomam formas horrendas aos olhos mundanos. Embora não haja guerra, talvez pela falta de ordem aparente entre o belo povo, as fadas tendem a evitar suas contrapartes. Fadas não precisam comer e não envelhecem e soltam magia tão naturalmente quanto uma pessoa fala. O principal poder faérico é o Glamour. O Glamour é uma espécie de ilusão real. Não apenas em imagem mas em todos os sentidos. Este poder é resposável por muitas das lendas em relação às fadas, principalmente àquelas em que mortais acreditam que conseguiram ouro de uma fada mas acabam com pedras comuns na mão numa segunda olhada. Apesar de seus grandes poderes toda fada tem uma limitação que é a incapacidade de criar coisas novas. Uma fada pode cantar com a voz mais bela já ouvida mas é incapaz de inventar uma nova canção. Para criar ou mesmo variar uma fada precisa da ajuda de um mortal. Inclusive é comum que fadas em disputa usem de um humano pois de outro modo o resultado poderia ser predizível ou mesmo um empate eterno. Algumas fadas compartilham algumas fraquezas. As mais comuns são que fadas geralmente não se sentem bem com ferro frio e nem com auras divinas. Algumas fadas mesmo pode ser dispersadas pelo toque do sino de uma igreja. A incapacidade de criar das fadas leva-as a não conseguirem produzir certas coisas que requeiram algo grau de crição (mesmo que metafóricamente). Isto pode ser útil para os bem versados em seus mitos. Um mortal pode oferecer pão e leite para uma fada pois estes costumam ser apreciados por elas. Dar presentes para uma fada pode ser perigoso algumas podem ficar ofendidas em especial se o presente for uma roupa. Não existem regras fixas ao se lidar com esses seres tão diversos mas algumas virtudes (e defeitos) em Ars Mágica realmente ajudam na interação com elas como ingênuo, sangue de fada, criação de fada, afinidade com fadas e conhecimento de fadas. Segunda visão que permite um teste para ver através do glamour pode ser útil mas personagens com bom conhecimento desses seres devem ser avisados de que deixar claro que é capaz de ver através da ilusão seria o equivalente a deixar claro que pode-se ver através das roupas de baixo ou seja é considerado uma tremenda grosseria entre aqueles seres. Fadas não podem ser julgadas em termos de bem ou mal. Fadas não tem uma alma imortal para ser castigada no inferno ou vida após a morte e nem mesmo moral (pelo menos não como a conhecemos). Embora fadas da Corte Unsaelie tenham uma clara tendência à crueldade e sadismo um pixie (fadas à la sininho) podem matar um camponês sem ressentimento (um sentimento totalmente alheio às fadas). Algumas fadas podem gostar de devorar pessoas e outras podem gostar de seduzir jovens virgens mas elas só estão fazendo aquilo que sempre fazem. Fadas no entanto tem uma tendência a serem justas embora seu senso de justiça possa ser um tanto diferente do nosso. Por exemplo para a fada qualquer posse dela faz parte dela também então mesmo um botão da camisa de uma fada tem um valor enorme para ela e no entanto ela pode pensar o mesmo dos mortais. Um leprechaum capturado pode tentar fugir e tentará evitar que qualquer outro ser aproxime-se de seu pote de ouro podendo até mesmo dar-lhe um pote cheio de estrume e glamour no lugar o que é válido visto que não é justo prende-lo. Uma fada pode muito bem roubar todo o ouro que você esconde num baú visto que o baú não faz parte de você. É qause impossível arrancar uma promessa de uma fada mas quand isso é feito pode-se confiar definitivamente nela visto que devido a sua incapacidade de inovar uma mentira talvez ou sua natureza imutável romper uma promessa destroi irremediavelmente a fada.

9 de jul. de 2010

A Visita...



Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na Igreja, e poucos minutos depois, saía.

Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na Igreja).

Venho rezar, respondeu o velho.

Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.

Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas.

Mas todo dia, ao meio-dia eu entro na Igreja e só falo:

- "Oi Jesus, eu sou o Zé, vim te visitar."

Num minuto, já estou de saída.

É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.

Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos:

os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.

Zé, disse-lhe um dia a irmã, os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre....

É verdade, irmã, estou sempre tão alegre.

É por causa daquela visita que recebo todo dia.

Me faz tão feliz.

A irmã ficou atônita.

Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia.

O Zé era um velho solitário, sem ninguém.

- Que visita?

- A que hora?

- Todos os dias. Respondeu Zé;

com um brilho nos olhos.

Todos os dias ao meio-dia Ele vem ficar ao pé cama.

Quando olho para Ele, Ele sorri e diz:

-"Oi, Zé, eu sou Jesus, eu vim te visitar".

♥ LENDA DO AMOR PERFEITO ♥


Há muito tempo atrás
existiu um amor perfeito,
sem máculas , sem falhas,
não tinha o menor defeito.
O povo dali torcia o nariz...
- Mas como é que pode ser isso ?
- Ninguém pode ser tão feliz...
- Pra mim isso ai é feitiço !!
Mas o casal apaixonado
dava ombros ao que diziam
não importava o que pensassem
só um para o outro existiam.
Tão lindo era esse amor,
que até provocou intriga
-Como podem viver assim ?
-Dizem que nunca tem briga !
Um dia o casal foi chamado
para o palácio real,
teriam que se explicar
sobre esse amor "anormal".
- Vocês estão sendo acusados
de uma estranha relação,
viver um amor tão perfeito
preocupa a população !
Então o homem disse :
- Não sei o que foi que eu fiz.
não entendo tanto alvoroço ,
eu nem sabia que amar
era pecado seu moço ...
-Eu faço tudo o que eu posso
para fazê-la feliz,
temos um mundo só nosso
ela é tudo que eu quis !
-Não sei qual é o meu crime
nem do que sou acusado
se o meu crime for amá-la
eu me declaro culpado !
Os homens da lei se irritaram
com tanto atrevimento
o homem foi condenado
sem sequer um julgamento.
Foi preso e enforcado
pra que servisse de lição
"Amor perfeito é pecado"
gritava o povo excitado
com ar de satisfação !
Dessa história sem moral
fica apenas uma lição...
Amor perfeito incomoda
provoca a raiva e a inveja
nos que não tem coração !

( Recebi por e-mail )

26 de out. de 2009

OXOSSI E A LENDA DO ORÔ...



Diz uma das lendas que certo dia Osossì chegou a sua aldeia, quase arriando pelo peso da capanga, das cabaças vazias e pelo cansaço de rastrear a caça rara. Oxun, sua mulher e mãe de seu filho olhou para ele e pensou: "só caçou desgraça". Pois a desgraça para Osossì foi prevista por Ifá, que alertou Oxun. Porém, quando ela contou a Osossì sobre essa previsão, ele disse que a desgraça era a fome, a mulher sem leite, e a criança sem carinho. E que desgraça maior era o medo do homem. Quando Osossì se aproximou de Osun, ela notou que ele trazia algo na capanga, sentiu medo e alegria. Havia a caça na capanga do marido e ela imaginou se seria um bicho de pelo ou de pena.
Ansiosa, perguntou a ele, que respondeu: "Trago a carne que rasteja na terra e na água, na mata e no rio, o bicho que se enrosca em si mesmo". Falando isto retirou da capanga os pedaços de uma grande Dan (cobra). O bicho revirava a cabeça e os olhos, agitava a língua partida e cantava triste: "Não sou bicho de pena Para Osossì matar". A grande Dan pertencia a Sàngó e Osossì não poderia matá-la.
Osun fugiu temendo a vingança de Sàngó, indo até Ifá que disse: "A justiça será feita, assim o corpo de Osossì irá desaparecer, desaparecerá da memória de Osunmaré e a quizila desaparecerá da vingança de Sàngó".
Fazia também parte da punição que ele saísse da memória do povo de Ketu. Assim, Osossì ficou sete anos esquecido.

No dia de Orunkó (o nome de santo de cada um), ao ser dado as diginas aos Orixás, o povo de Ketu começou a chorar por não se lembrar do nome de seu rei. Abaixaram os olhos e tentaram compreender por que nunca se lembravam dele.
Então, Ifá ensinou-lhes um orô (reza que se faz para o sacrifício de animais):
Omo - Odé - Lailai
Omo - Odé - Kosajô
Abaderoco Koisô
Omo - Odé - Kosajô
Após o orô, o povo começou a se lembrar dele. Ifá disse que esse era o orô de Osossì, o Orixá caçador, corajoso Rei de Ketu e rei da caça, que nada temia e preservava a vida de seus filhos e dos filhos dos filhos de seus filhos.
OSOSSÌ não morreu, ele encantou-se para sempre, pois tem medo de frio, por isso não gosta de EKU, a morte.

30 de set. de 2009

TUPÃ E A CRIAÇÃO...



No início de todas as coisas, Tupã criou o infinito cheio de beleza e perfeição. Povoou de seres luminosos o vasto céu e as alturas celestes, onde está seu reino. Criou então, a formosa deusa Jaci, a Lua, para ser a Rainha da Noite e trazer suavidade e encanto para a vida dos homens. Mais tarde, ele mesmo sucumbe ao seu feitiço e a toma como esposa. Jaci era irmã de Iara, a deusa dos lagos serenos.
Criou ainda, o forte deus Guaraci, deus do Sol, irmão de Jaci, o qual dá vida a todas as criaturas e preside o Dia.
Fez nascer também Icatú, o belo deus. Formou um lugar de delícias para os bons e um lugar tenebroso para os maus. Neste lugar vagam as almas sem vida e os espíritos dos guerreiros sem glórias ou fugidos das tribos. Tupã, após uma batalha, lançou para este lugar sombrio, seu temível e poderoso inimigo Anhangá. deus dos Infernos, chamando estes lugares de regiões infernais. Juntamente com este impiedoso deus, à este mundo subterrâneo também forma dirigidos: o jurupari que ficou conhecido como mensageiro deste deus cruel; Tice, que tornou-se esposa do deus das trevas; Xandoré (ave falconídea), o deus do ódio; Caramuru e o Boto; Abaçaí e Guandiro e muitos angás. Este era o reino do pavor, do ódio, da dor e da vingança.
No alto dos céus, sentado em seu trono, Tupã criou milhares de criaturas celestes que executavam suas ordens e o louvavam. Fez nascer sobre os verdejantes mares os Sete Espíritos e os gênios que sob as ordens do Boto deus dos abismos dos mares, governavam os oceanos e habitavam na sagrada Loca, que é a habitação dos deuses marinhos no fundo das águas.

Criou Pirarucú, deus do mal e deu vida ao alegre Curupira, deus protetor das florestas. Do mesmo modo, nasceram as Sete Deusas: Guaipira, a deusa da história;
Pice a deusa da poesia;
Biaça, a deusa da astronomia;
Açutí, a deusa da escrita;
Arapé, a deusa da dança;
Graçaí, a deusa da eloqüência;
e Piná. a deusa da simpatia.

Depois criou para a alimentação dos deuses, o divino Ticuanga, o bolo feito de massa de óleos e outras iguarias deliciosas para alimentar e deleitar os imortais. Mandou em seguida, preparar o sagrado Tapicurí, o vinho dos sacros deuses e Tamaquaré, a fina essência aromática usada pelos Senhores da Eternidade. Estabeleceu as horas, os minutos e os segundos. Fixou as estações e as mutações. Deu uma forma estável e regular ao Universo e instituiu o Nadir e o Zênite. Fez nascer a reciprocidade e criou:

Catú, o deus outonal,
Mutin, o deus da primavera,
Peurê, o senhor do verão
e Nhará, que preside o inverno.

Criou também Tainacam, a deusa das constelações. Igualmente deu vida as Tiriricas, as deusas da raiva, do ódio e da vingança. Colocou nas densas florestas o Caapora, deus vingativo, protetor das casas e dos animais e lhe deu o feroz porco caitetú, sobre o qual cavalgava o temido deus, protegendo os filhotes dos animais. Criou Aruanã, o deus da alegria e protetor dos Carajás e faz germinar no norte do Brasil as ricas e belas carnaubeiras, chamadas de árvores da vida.

Para concluir sua obra, Tupã veio ao mundo e fez o homem e deu-lhe como companheira a mulher e logo eles se multiplicaram e encheram toda a terra. O poderoso deus tomou então das suas criaturas e ensinou-lhes a arte de tirar do seio da terra, ricos legumes e frutas, trabalhar com barro e argila e do férreo Ubiratã, fazerem as mais fortes lanças e armas de guerra. Depois transmitiu aos homens todo o conhecimento sobre os remédios para todas as doenças. Finalmente, ensinou-lhes as artes que tornam a vida mais suave a amena. Abençoou o sagrado Ibiapaba, Monte Sagrado dos Deuses Brasileiros e nele permitiu a permanência das Parajás, do bondoso Inoquiué, das Parés, de Solfã e de outros deuses imortais. Até ele próprio lá comparecia, vez por outra.

Alegres viviam os homens, felizes cresciam as crianças. Todos os deuses gloriosos e imortais amavam-nos e davam-lhes formosos e ricos rebanhos de capivaras, pacas e cabras. Ao morrerem, os homens não sofriam, pois mergulhavam em doce sono, seus corpos voltavam à terra e suas almas subiam aos céus. A vida proporcionava todo o bem imaginável. A terra era fértil e produzia-lhes todas as árvores frutíferas que precisavam. Se algum mortal faltava com a veneração dos imortais, entretanto, era duramente castigado. Os deuses reuniam-se em assembléia na Monte Ibiapaba e enviavam as mensagens aos homens pelo alegre Curupira, o qual, possui os calcanhares para diante, os dedos para traz e habita as floresta, castigando todo aquele a destrói ou incendeia e é mais célebre do que Polo, o deus do vento.

Mas, eis que um dia, Anhangá, cheio de inveja, transformado numa bela e astuta jararaca gigante, soprou no ouvido dos homens a maldade e ainda que os outros deuses protetores vagassem em torno deles para ajudá-los, nada conseguiram. Então começaram os homens a serem dominados por grande ambição e as Parajás, deusas do bem, da honra e da justiça, que eram inseparáveis, envolveram o corpo com brancas plumas e abandonaram os mortais, voltando para junto dos deuses eternos e a escura deusa Sumá (deusa inimiga dos homens), envolvida em negra manta, feita de cipó chumbo, vagou pela terra, espalhando ódio e discórdia. Deste modo os maus sentimentos ganharam o mundo e os mortais tiveram o conhecimento do mal, da injustiça e amaram mais a maldade do que as belas virtudes.

No alto dos céus, com os outros deuses, Tupã dominava, desde o começo dos tempos e numa grande batalha, vencera o cruel deus Anhangá, senhor dos infernos e seu irmão, o deus Xandoré.

Com o seu poder, Tupã aprisionou o deus do ódio na sagrada serra do Ibiapaba. Algum tempo depois, ele foi solto por Jururá-Açu a bela imortal. Por castigo, Tupã, fez nascer nas costas desta deusa uma espécie de concha, e cobriu-lhe o corpo todo como uma cor amarelada e Jururá-Açu transformou-se na feia e horrível tartaruga que habita as águas doces dos rios. Assim, pode Tupã se gloriar de ter vencido todos os que se opunham à ele.

Mas agora Tupã arrependeu-se de ter criado os homens! Voltou ele então à Ibiapaba e se reuniu em assembléia com os imortais. Depois de muita discussão, chegaram à um consenso que deveriam destruir a terra e todos os homens.

Já Caramurú, deus que presidia as faíscas e as ondas revoltas dos grandes oceanos, por ordem do Conselho Divino, queria derramar sobre a terra os seus raios e curiscos, mas o deus do trovão decidiu que a terra deveria ser engolida pelas águas da chuva.

Desta forma, Polo aprisionou os ventos na forte e gigante palmeira ubuçú, mo Monte Araçatuba. Boto desceu à terra, convocou todos os grandes e pequenos rios e Iara, raivosa, ordenou as fontes e as chuvas que caíssem abundantemente durante quarenta dias e noites, sem cessar.

Os Sete Espíritos dos grandes oceanos por ordem do Boto, atiraram para a terra seca, bravias ondas dos mares e fortes aguaceiros despencaram dos céus. As janelas celestes se abriram e as plantações dos Tupis quedaram-se sob o peso das águas e da tempestade. As águas invadiram toda a terra levando com elas as ocas, as tabas, as árvores e os templos. Os animais se debatiam nas ondas. Tribos numerosas eram engolidas pela inundação e os que escapavam das águas, morriam nas alturas dos montes por determinação de Tupã.

Quando Tupã olhou para a terra, viu o mundo submerso em águas mortas e apenas um casal de homens reverentes para com os eternos, contemplava os céus: Açu e Pirá. Neste instante o senhor dos mundos, fez baixar as águas e surgiram novamente as montanhas, a planície e a terra seca.

Açu olhou a sua volta e viu tudo mergulhado no silêncio da morte. As lágrimas começaram a molhar sua face, quando perguntou a Pirá:
- Somente nós não sucumbimos no cataclismo, o que faremos sós e abandonados nesta imensidão?
Os dois suplicaram entre salgadas lágrimas que a meiga e doce deusa Caupé para que os ajudassem a recuperar toda a geração morta Ouvindo tais súplicas a deusa desceu e falou-lhes:
- Olhai três vezes para os céus e dizei: descobrimo-nos perante vós deuses imortais, curvamos as nossas cabeças perante vossas ordens. Depois, tomai grande porção de areia e atirai para o alto.
Não hesitando um só momento em executar os tais ensinamentos da deusa e mal atiraram os grãos de areia, viram que deles surgiram imagens, formas humanas. E, desse modo, com o auxílio divino, nasceram milhares de homens e mulheres e essa geração humana vindo de um só ramo Tupi, encheu todo o lendário Brasil.

Depois de algum tempo, Açú e Pirá tiveram um filho, Tujubá, o ascendente dos tupinambás. Os filhos deste foram: Arumã, o herói, Moema, Taparica, que foi pai de Paraguassú, Irapuã, Tibiriça que foi pai de Bartira, esposa do guaraciaba (João Ramalho), fundador de Piratininga, Tamará, Jucuré o semi mortal, Icundi, e o belo Gunzá, Araribóia, o valente, Taparica, o invencível, Paumá, o navegador, Inhampuambuçu, o vingativo, Poti, o guerreiro e Mendicapuba e a formosa Agniná.


Texto pesquisado e desenvolvido por:

Rosane Volpatto.

Bibliografia:
As Mais Belas Lendas Brasileiras - Wilson Pinto; Edições Excelsus; SC

8 de set. de 2009

Lendas dos Orixás - Yemanjá



Olodumaré fez o mundo e repartiu entre os orixás vários poderes, dando a cada um, um reino para cuidar.
A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum, o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaiyê o poder de controlar as doenças de pele. Oxumaré seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Ewá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios.
Oxum seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Além disso do seu reino sairia a lama da qual Oxalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Osoguian que inventou a cultura material.
Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Oxalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.
Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.
Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Oxalá não suportou os reclamos de Yemanjá.
Oxalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias curou Oxalá.
Oxalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.

29 de mai. de 2009

Santa Sari...

eanrmv@yahoo.com.br

Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.

Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar.

Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito.

Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries- de-La-Mer.
Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço).

Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries- de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem.

E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos.

Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo.

A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco).

Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

20 de mai. de 2009

OXALUFÃ, ÊPA, ÊPA BABÁ !!!



Oxalufã era o rei de Ilu-ayê, a terra dos ancestrais, na longínqüa África.
Ele estava muito velho, curvado pela idade e andava com dificuldade,
apoiado num grande cajado, chamado opaxorô.
Um dia, Oxalufã decidiu viajar em visita a seu velho amigo Xangô, rei de Oyó.
Antes de partir, Oxalufã consultou um babalaô, o adivinho,
perguntando-lhe se tudo ia correr bem e se a viagem seria feliz.
O babalaô respondeu-lhe:
"Não faça esta viagem!
Ela será cheia de incidentes desagradáveis e acabará mal."
Mas, Oxalufã tinha um temperamento obstinado,
quando fazia um projeto, nunca renunciava.
Disse, então, ao babalaô:
"Decidi fazer esta viagem e eu a farei, aconteça o que acontecer!"
Oxalufã perguntou ainda ao babalaô,
se oferendas e sacrifícios melhorariam as coisas.
Este respondeu-lhe:
"Qualquer que sejam suas oferendas, a viagem será desastrosa."
E fez ainda algumas recomendações:
"Se você não quiser perder a vida durante a viagem,
deverá aceitar fazer tudo que lhe pedirem.
Você não deverá queixar-se das tristes consequências que advirão.
Será necessário que você leve três panos brancos.
Será necessário que você leve, também, sabão e limo da costa."
Oxalufã partiu, então, lentamente, apoiado no seu opaxorô.
Ao cabo de algum tempo, ele encontra Exu Elepô, Exu "dono do azeite de dendê."
Exu estava sentado à beira da estrada, com um grande pote cheio de dendê.
"Ah! Bom dia Oxalufã, como vai a família?"
"Oh! Bom dia Exu Elepô, como vai também a sua?"
"Ah! Oxalufã, ajude-me a colocar este pote no ombro."
"Sim, Exu, sim, sim, com prazer e logo."
Mas de repente, Exu Elepô virou o pote sobre Oxalufã.
Oxalufã, seguindo os conselhos do babalaô, ficou calmo e nada reclamou.
foi limpar-se no rio mais próximo.

Passou o limo da costa sobre o corpo e vestiu-se com um novo pano;
àquele que usava ficou perto do rio, como oferenda.
Oxalufã retomou a estrada, andando com lentidão, apoiado no seu opaxorô.
Duas vezes mais ele encontrou-se com Exu.
Uma vez, com Exu Onidu, Exu "dono do carvão";
Outra vez, com Exu Aladi, Exu "dono do óleo do caroço de dendê."
Duas vezes mais, Oxalufã foi vítima das armadilhas de Exu,
ambas semelhantes à primeira.
Duas vezes mais, Oxalufã sujeitou-se às conseqüências.
Exu divertiu-se às custas dele,
sem que, contudo, conseguisse tirar-lhe a calma.
Oxalufã trocou, assim, seus últimos panos,
deixando na margem do rio os que usava, como oferendas.
E continuou corajosamente seu caminho, apoiado em seu opaxorô,
até que passou a fronteira do reino de seu amigo Xangô.

Kawo Kabiyesi, Sango, Alafin Oyó, Alayeluwa!
"Saudemos Xangô, Senhor do Palácio de Oyó, Senhor do Mundo!"

Logo, Oxalufã avistou um cavalo perdido que pertencia a Xangô.
Ele conhecia o animal, pois havia sido ele que, há tempo, lhe oferecera.
Oxalufã tentou amansar o cavalo, mostrando-lhe uma espiga de milho,
para amarrá-lo e devolvê-lo a Xangô.
Neste instante, chegaram correndo os empregados do palácio.
Eles estavam perseguindo o animal e gritaram:
"Olhem o ladrão de cavalo!
Miserável, imprestável, amigo do bem alheio!
Como os tempos mudaram; roubar com esta idade!!
Não há mais anciãos respeitáveis! Quem diria? Quem acreditaria?"
Caíram todos sobre Oxalufã, cobrindo-o de pancadas.
Eles o agarraram e arrastaram até a prisão.
Oxalufã, lembrando-se das recomendações do babalaô,
permaneceu quieto e nada disse.
Ele não podia vingar-se.
Usou então dos seus poderes, do fundo da prisão.
Não choveu mais, a colheita estava comprometida, o gado dizimado;
as mulheres estéreis, as pessoas eram vitimadas por doenças terríveis.
Durante sete anos o reino de Xangô foi devastado.
Xangô, por sua vez, consultou um babalaô,
para saber a razão de toda aquela desgraça.
"Kabiyesi Xangô, respondeu-lhe o babalaô,
tudo isto é conseqüência de um ato lastimável.
Um velho sofre injustamente, preso há sete anos.
Ele nunca se queixou, mas não pense no entanto...
Eis a fonte de todas as desgraças!"

Xangô fez vir diante dele o tal ancião.
"Ah! Mas vejam só!" - gritou Xangô.
"É você, Oxalufã! Êpa Baba! Exê ê!
Absurdo! É inacreditável, vergonhoso, imperdoável!!!
Ah! você Oxalufã, na prisão! Êpa Baba!!
Não posso acreditar e, ainda por cima,
preso por meus próprios empregados!
Hei! Todos vocês!
Meus generais!
Meus cavaleiros, meus eunucos, meus músicos!
Meus mensageiros e chefes de cavalaria!
Meus caçadores!
Minhas mulheres, as ayabás!
Hei! Povo de Oyó!
Todos e todas, vesti-vos de branco em respeito ao rei que veste branco!
Todos e todas, guardai o silêncio em sinal de arrependimento!
Todos e todas, vão buscar água no rio!
É preciso lavar Oxalufã!
Êpa Baba! Êpa, Êpa!
É preciso que ele nos perdoe a ofensa que lhe foi feita!!"
Este episódio da vida de Oxalufã é comemorado, a cada ano,
em todos os terreiros de candomblé da Bahia, no dia das "Águas de Oxalá" -
quando todo mundo veste-se de branco e vai buscar água em silêncio,
para lavar os axés, objetos sagrados de Oxalá.
Também, com a mesma intenção, todos os anos, numa quinta-feira,
uma multidão lava o chão da basílica dedicada ao Senhor do Bonfim que,
para os descendentes de africanos dos outros tempos
e seus descendentes de hoje, é Oxalufã.
Êpa, Êpa Baba!!!

(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio
Luiz Crivelari

16 de abr. de 2009

FALA MORGAINE:



No meu tempo chamaram-me muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Agora, em verdade, acabei por me tornar uma maga, e pode vir um tempo em que estas coisas precisem de ser conhecidas. Mas em perfeita verdade, penso que serão os cristãos a ter a última palavra. O mundo das Fadas está a afastar-se definitivamente do mundo em que o Cristo governa. Não tenho nada contra Cristo, apenas contra os seus sacerdotes que chamam à Grande Deusa um demónio e negam que ela alguma vez tenha tido poder neste mundo. Dizem que, no máximo, o poder dela era o de satanás. Ou então vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré e dizem que foi uma virgem. Mas o que é que uma virgem pode saber da labuta e dos sofrimentos da humanidade? Agora que Artur repousa na Ilha de Avalon, deve-se contar a história de como era antes dos padres do Cristo Branco chegarem e cobrirem tudo com os seus santos. Pois, como digo, o próprio mundo mudou. Houve um tempo em que um viajante, se quisesse e conhecesse alguns dos segredos, podia mandar a sua barca para o Mar do Verão e chegar à Ilha Sagrada de Avalon: é que nesse tempo, os portões entre os mundos flutuavam por entre as brumas e estavam sempre abertos um para o outro, conforme o que o viajante pensasse e quisesse. Porque este é o grande segredo que os homens deste tempo conheciam: que por aquilo que pensam se cria o mundo à nossa volta. E agora os padres, pensando que isto usurpa o poder do seu Deus, fecharam os portões e o caminho leva apenas à ilha dos padres, que salvaguardaram com o som dos sinos da igreja, apagando todos os pensamentos sobre um outro mundo que fica nas trevas. Na verdade, dizem que esse mundo, se de facto existe, é propriedade de satanás e a porta de entrada para o inferno. Certa ocasião, a Senhora do Lago, que odiava as vestes de um padre como teria odiado uma víbora venenosa, me repreendeu por eu dizer mal do Deus deles. «Pois todos os deuses são um Deus», disse-me nessa altura, como me dissera muitas vezes antes, e como eu ensinei às minhas noviças e como todas as sacerdotisas depois de mim dirão de novo «e todas as Deusas são uma Deusa, e há um Iniciador. E para cada homem a sua verdade e Deus nela». Mas esta é a minha verdade. Eu que sou Morgaine, conto-vos estas coisas. Morgaine a quem mais tarde chamaram Morgan le Fay.

15 de abr. de 2009

Avalon...



Avalon, a Ilha das Maçãs, reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.
A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. Existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immran, ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum.
Os "Immram", são jornadas místicas, nas quais um herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir para o Outro Mundo, como em "A Viagem de Bran", Filho de Febal. Num outro "Immram", relata "A Viagem de Maelduin", que trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai. Ele passa por uma ilha onde encontra uma macieira e dela corta um ramo com três maçãs. Estes frutos são capazes de saciar a sua fome e a de seus companheiros por quarenta dias sem ingestão de qualquer outro alimento. (Jean Markale, 1979:246).
Avalon é o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos que iniciam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo.
O universo nos coloca, sincronicamente, em caminhos que irão modificar não apenas a nossa existência, mas toda a realidade que nos cerca.
Avalon se apresenta nos corações daqueles que são sinceros e seguem o que lhes foi traçado pelos Deuses, mas, somente nós somos quem tecemos o fio do nosso destino.
A Luz da Deusa é a divina inspiração que nos chama, a todo instante, para o seu sagrado caminho.
A espiritualidade é a energia presente em tudo, a essência da vida que nos leva ao equilíbrio e a plenitude. Através da sensibilidade e da intuição começamos a discernir aquilo que é melhor e o que realmente faz a nossa alma feliz.
Avalon é a lenda que nos desperta para essa nova realidade!

29 de mar. de 2009

Afrodite...



Mistérios de Afrodite:
(por Patricia Fox - info@heramagica.com.br)

Falamos muito de amor, paixão e sedução – um território da Deusa Afrodite. Mas será que estamos realmente acessando a divindade em toda a sua complexidade?

Se concordarmos que cada ser humano carrega as divindades dentro de si e que, como cada pessoa é única e tem sua missão, será que nossa “Afrodite Interior” também não tem a necessidade de amadurecimento?
Não teríamos uma jornada a ser trilhada e reconhecida?

Para entendermos melhor esse questionamento é necessário que passemos pela mitologia dessa que é uma das Deusas mais cultuadas e reverenciadas até hoje.

Afrodite tem dois principais mitos de nascimento. Em um deles encontramos Afrodite Urânia, aliás, a mais difundida das versões.
Ela nasce do sêmen de Urano, o deus dos Céus e pai de Saturno, o tempo. Saturno castra seu pai e das “sementes” de Urano, caídas nas águas do Mar, emerge Afrodite (afros em grego significa “espuma do mar”). Nessa versão, Afrodite é privada de uma mãe (estrutura feminina nutridora).

Essa Afrodite Urânia tem como característica principal o fato de ser etérea e espiritual, afinal é filha do Céu. Encontramos essa Afrodite no amor romântico e idealizado – ou seja, na paixão. O céu é uma analogia para nossa mente e idéias.
Manifestamos essa energia quando nos interessamos por alguém, vemos o lado mais belo e brilhante, fazemos planos para o futuro, temos a sensação de que a vida está mais clara – achamos que encontramos o que buscávamos no “exterior”.
Nossa mente e coração trabalham juntos, mas a imaginação “fala” mais alta. Isso tudo é típico da paixão – o fogo desperta e tudo fica mais brilhante e claro.
Mas será que esse fogo se mantém eterno sem que precisemos alimentá-lo? Não teremos que trabalhar para conseguir mais combustível para esse calor?

Na minha opinião, a paixão não se mantém sozinha por muito tempo. Como o seu pai, o “céu”, essa Afrodite etérea muda com facilidade e rapidez. Ela tem o impulso, mas necessita ser nutrida para se manter viva. Nesse ponto de nutrição do fogo inicial é que escolheremos abraçar o processo de amadurecimento da divindade e de como manifestamos o amor.

Mas como?
Nessa hora entra em cena uma outra Afrodite e para falar dela vamos recorrer novamente a um mito de criação.
Uma outra versão (mais recente) para o nascimento de Afrodite é que ela seria filha de Zeus e de Dione. Ela tem características mais terrenas, além de possuir uma linhagem materna. Ela mais do que Deusa da Paixão é uma Deusa da Vida e da Fertilidade. Ela é coração! O tambor que impulsiona e mantém a vida!

O fato de Afrodite ter uma mãe reconhecida (energia feminina – Terra) dá a ela uma capacidade não somente de gerar a paixão, mas também o resultado desse impulso inicial (energia masculina – Céu) em algo pleno e completo – o AMOR.

Resumindo, para acessarmos o tão almejado amor manifestado em toda a sua complexidade temos que nutrir nosso lado feminino/terra (lembrando que mulheres e homens possuem essa energia/faceta).

Abaixo sugestões de uma medicina ou “antídotos” para algumas situações no amadurecimento da Afrodite Interior:

- A aceitação quando depararmos com os julgamentos.
- O companheirismo quando surgir o medo da sombra do parceiro ou de nós mesmos.
- O respeito e individualidade quando o impulso de controlar o outro e o egocentrismo aparecerem.
- confiança e paciência no processo natural de evolução do relacionamento, o que envolve quebra de expectativas e frustrações, por exemplo.

Treino. Isso é o mais importante. Esses pontos citados fazem parte da Afrodite bem nutrida, pois além de Deusa do Amor e da Paixão, Ela é uma Deusa da Vida. Sua capacidade de amar incondicionalmente e de não perder o auto-respeito são infindáveis.

Esse amor incondicional pode ser exercitado em um relacionamento com alguém, mas o melhor resultado dessa experiência é interior.
O se aceitar, se respeitar, ser paciente consigo mesmo. Isso gera autopreservação – também chamada de individualidade saudável.
Ou seja, um indivíduo pleno é capaz de estar ao lado de outra pessoa com mais maturidade. Plenitude não é um mar calmo, mas sim se manter calmo num mar revolto.

Afrodite, como a maioria dos deuses e deusas, passa por muitas aventuras, se envolve em confusões, é testada e testa muita gente, abençoa e é abençoada. Se concordarmos que as divindades são reflexos de nós mesmos e vice-versa, podemos afirmar que somos todos heróis e heroínas e como tais, temos todos um mito pessoal.

Podemos ser mais específicos aqui: temos um mito amoroso pessoal. Nele trilhamos uma estrada de aprendizado rumo ao nosso próprio coração.

O Amor pode não ser uma meta, um ponto de chegada, mas com certeza pode ser nossa “estrada de tijolos amarelos”, afinal Afrodite também é conhecida como “A Dourada”.

© Patrícia Fox - Direitos reservados. É proibida toda e qualquer reprodução sem prévia autorização. Lei de direitos autorais.

Patrícia Fox há 17 anos é estudiosa de Espiritualidade e Mitologia Femininas. Desenvolve cursos, círculos de mulheres e atendimentos terapêuticos destinados ao Resgate da Sabedoria Feminina. É criadora do método THEATERAPIA (Terapia da Deusa) onde mescla todo o seu conhecimento como astróloga, terapeuta e iniciada em técnicas de cura para chegarmos a um equilíbrio global (físico, mental, emocional e espiritual).Praticante da Sagrada Dança do Ventre e Yoga.

Inciada em diversas tradições espiritualistas, tais como: Druidismo (Emma Restall Orr - Inglaterra) e Celtic Shamanism (J. MAtthews - Inglaterra). Esteve na Europa em 1999 onde pode vivenciar de perto a magia de nossos ancestrais.

Criou em 2003 o trabalho "Mistérios de Afrodite", tema desenvolvido através de aulas avulsas, workshops e cursos. No trabalho as mulheres têm a oportunidade de despertar a sua Afrodite interior e esquilibrá-la com a faceta da Guerreira Pessoal. A conexão EMOÇÃO E RAZÃO se alinhan trazendo bem-estar e a força do Feminino Essencial.

Juntamente com Claudio Crow Quintino, conduzirá a maravilhosa VIAGEM AO MUNDO CELTA, uma linda jornada pela Irlanda e Inglaterra em Maio de 2008.

Para saber mais sobre seu trabalho, acesse: www.heramagica.com.br
Hera Mágica - Bem-estar Corpo, Mente e Espírito
Ano VII


20 de mar. de 2009

São José...



Saravá Xangô Aganju!
Kaô cabecile!

Lendas de São José:

Nos albores do século XVII, a peste assolava a cidade de Avinhão. O clero e as autoridades recorreram a São José com promessa de celebrar anualmente sua festa com a máxima solenidade.
O flagelo sumiu completamente desde aquele momento, não fazendo mais nenhuma vítima.
Foi, porém, invadir Lyon com violência inaudita. Os lionesen, seguindo os exemplos dos avinhoneses, recorreram a São José. Suas preces também foram ouvidas e o horrível mal se ausentou daquelas regiões, definitivamente.


A Vitoria Regia....



A LENDA :

Conta a lenda, que uma jovem índia da tribo Tupi-Guarani, chamada Naiá, queria muito ser estrela. Ela acreditava que a lua escolhia as moças mais bonitas para serem transformadas em estrelas, e para isso, procurava alcançar a lua, escalando colinas e mais colinas, sem contudo poder alcança-la.

Uma noite, vendo a lua refletida nas águas de um lago, atirou-se nele para nunca mais voltar. A lua, condoída da jovem índia, transformou seu corpo numa formosa planta que é a exótica Vitória Régia ( estrela das águas) , cujo perfume recorda os longos cabelos da bela índia.

A VERDADE:

Na verdade, a Vitória Régia é uma planta aquática da família das ninfeáceas, encontrada muito na flora Amazônica, principalmente nas várzeas, onde são vistas flutuando nos lagos de pouca profundidade e sem muita correnteza. Sua gigante folha verde chega a medir dois metros de diâmetro e tem as suas margens levantadas até quinze centimetros. Chega a pesar até 45 kg. e serve de pouso a muitas aves cansadas depois de uma longa jornada.

Flutuam nos lagos como uma enorme bandeja verde, trazendo em sua extremidade, como uma oferenda, uma única, bonita e exótica flor que se abre no crepúsculo vespertino e fecha-se no crepúsculo matutino. Essa for é muito aromática e tem de 25 a 35 cm de diâmetro quando aberta. Suas raízes fixam-se no fundo das águas e suas folhas e flores, são revestidas de espinhos na parte inferior, numa defesa natural contra a ação predadora dos peixes.

Além dos lagos da Amazônia, a Vitória Régia pode er encontrada também em Mato Grosso e nas Guianas. É cultivada como raridade nos Jardins Botânicos de todo o mundo, devido ao tamanho descomunal de suas folhas e flores.

Dizem que um naturalista Inglês, querendo homenagear a sua soberana, a Rainha Vitória, foi quem deu o nome a esta flor de Vitória Régia.

eanrmv@yahoo.com.br

A BELA DE PRATA...



«Juramos que fomos testemunhas da materialização de um fantasma, que apareceu diante de nós e nos acompanhou durante 20 minutos; depois o seu corpo desvaneceu-se diante dos nossos olhos!»
Esta afirmação foi feita às autoridades do lugar por um grupo de 80 pessoas que em 1953 assistiu ao congresso de verão Camp Silver Belle, na localidade de Ephrata, na Pensilvânia. Efectuou-se ali uma convenção espírita na qual participaram conhecidos médiuns de faculdades para físicas, capazes de produzir manifestações ectoplasmáticos, que quiserem dar testemunho deste facto fantástico.

Numa das sessões experimentais mostraram-se as capacidades da médium Ethel Post-Parrish, perante um grupo numeroso de pessoas. A sensitiva estava isolada dentro de uma cabina, e depois de evocar o seu espírito guia, entrou em transe auto mediúnico. Decorrido alguns minutos, conseguiu produzir, numa sessão de mais meia hora e a partir do seu corpo, a materialização de uma substância energética bio plasmática que, lentamente, a partir do solo da cabine, se foi projectando para o exterior, onde se formou a imagem de uma fantasmogéneses ectoplasmática com figura de mulher.

Denominaram-na «a bela de prata», pela semelhança da sua cor com este metal. Uma vez configurada, a entidade energética tinha a capacidade de se deslocar suavemente, como se flutuasse.
As testemunhas mais usadas puderam aproximar-se dela, tocar-lhe e inclusive passar-lhe os braços pelos ombros semimateriais.
Essa aparição pôde ser fotografada pelo profissional Jack Edward com um equipamento de infravermelhos.
Estes documentos, publicados neste artigo, são considerados os mais excepcionais da história da parapsicologia.


3 de mar. de 2009

Fantasmas...



Lugares assombrados existem desde o início da historia da humanidade, já referenciados na mitologia babilónica, grega e romana, que atribuíam a estas anomalias "espíritos" a seres fantásticos ou génios a que chamavam de trasgos, gnomos, dimmus, lâmias, duendes, etc., conforme a civilização em que estes fenómenos se produziam.

Na Europa pré-cristã, entre os pagãos, os fantasmas já assombravam as populações bárbaras e tal como em todo o mundo eram, de maneira geral, considerados como desordens da natureza, um desvio das almas que permaneciam no mundo dos vivos quando deveriam estar em seu próprio universo e, na terra, eram responsáveis por toda espécie de males.
Tal como em outras nações, os rituais mais primitivos consistiam em sacrifícios e cerimónias que procuravam aplacar os rancores e as mágoas das almas penadas. O cristianismo trouxe a associação dos fantasmas com o diabo e logo foram incluídos entre os fenómenos infernais.
No século X (ano 900), a Igreja já se tinha encarregado de definir que os espíritos bons iam para o céu ou para o purgatório enquanto os maus, naturalmente, deveriam estar no inferno. O fenómeno da possessão não era atribuído somente aos servos de Satanás, íncubos e súcubos mas, também, como a tentativa de um fantasma voltar à vida apropriando-se do corpo de outrem. Na mente do povo, consolidou-se a ideia de que o mundo sobrenatural era dominado pelos espíritos dos santos católicos e pelos espíritos errantes, os fantasmas, tanto quanto pelos anjos e demónios.
O facto de alguém se tornar um fantasma depunha contra a sua vida e a sua morte suscitando comentários desabonadores sobre o morto ou sobre membros da sua família posto que a condição fantasmagórica devia ter uma causa que somente poderia se enquadrar em circunstâncias específicas. Excepto pelo puro inconformismo do defunto, que poderia ter morrido de repente, ainda apegado aos seus amores e outros afectos, o fantasma deveria ter sofrido vida e/ou morte "cruel": teria sido profundamente infeliz, guardava mágoas a pessoas próximas, fora assassinado ou suicidara-se.
No ambiente puritano do cristianismo medieval essas suspeitas constituíam mancha vergonhosa na reputação dos envolvidos.
Ao entrar na nossa era e com a implantação do cristianismo modificaram-se os padrões ideológicos e atribuíram-se estes fenómenos a almas e a espíritos que expiavam as suas penas.
A crença nestes espíritos chegou a ser tão generalizada que, inclusive acabaram por considerar que eram espíritos «ruidosos» ou «brincalhões» os responsáveis pelas assombrações dos lugares.

Poltergeist:
A sua terminologia deriva do vocábulo Alemão que significa «duende brincalhão», este nome foi atribuído a todos os fenómenos que se produzam em recintos concretos: deslocação de objectos, barulhos, luzes que se apagam e acendem sozinhas, espelhos e cristais que se partem, aparelhos eléctricos que se ligam e desligam, etc.
Fantasmas espíritas: Este fenómeno de aparição é baseada na tese espírita da sobrevivência do espírito depois da morte física. No caso de mortes traumáticas, o perispírito - elemento de união entre o espírito e o corpo - aparece perante as pessoas queridas para anunciar a sua morte ou despedir-se delas.
Fantasmas ectoplasmáticos: Sob este nome conhece-se a libertação de energia biótica somatizada do corpo físico de um paragnosta, expulsa pelos orifícios orgânicos: nariz, boca e inclusive umbigo .
Fantasmas energéticos: A terceira via de aparições fantasmagóricas é o produto de uma infestação psi que tem como resultado a captação, por percepção sensorial, de um ente energético, objectivado em formas plásticas no espaço exterior e que, por algum motivo, continua presente num determinado lugar da casa.
Fantasmas telepáticos: A quarta via de manifestações das aparições dá-se através da percepção sensorial directa ou então de forma extra-sensorial. (por exemplo: uma mãe sente a presença do seu filho, cuja imagem aparece diante dela efectuando um determinado acto quotidiano, quando, na realidade, o filho está fisicamente muito longe dali. Invade-a uma grande tristeza e não sabe porque. Entretanto, o filho sofre um grave acidente ou morre longe da sua casa.
A sua presença manifestou-se para se despedir dos seus entes mais queridos.) Nestes casos trata-se de uma aparição critica.


16 de fev. de 2009

Isis E Osiris:



A LENDA DE ISIS E OSIRIS...
Conta a lenda que Seth com inveja de Osiris, por este ter herdado o reino do pai na terra, engendrou um plano para matá-lo e assim usurpar o poder. Quando Osiris dormia, Seth tirou suas medidas e ajudado por 72 conspiradores, mandou construir um esquife com as medidas exatas de Osiris. Organizou um banquete e lançou um desafio, aquele que coubesse no esquife o ganharia de presente. Todos os deuses entraram e não se ajustaram.

Assim que Osiris entrou no esquife, Seth o trancou e mandou jogá-lo no rio, a correnteza o levou até a Fenícia. Ali ficou preso em uma planta até fazer parte do caule, que foi usado para construir uma coluna o "Djed".

Isis partiu em busca do esposo, e após muitas aventuras, conseguiu regressar ao Egito com a caixa, que escondeu em uma plantação de papiro. Seth a descobriu e cortou o corpo de Osiris em quatorze pedaços, que espalhou pelo Egito. Novamente Isis parte em busca dos despojos do esposo e dessa vez ajudada pela irmã Néftis, transformadas em milhafres (espécie de ave de rapina, semelhante ao abutre), encontram todas as partes de Osiris, exceto o órgão genital, que havia sido devorada por um peixe o Oxirincos.

Isis foi ajudada por Anubis que embalsamou Osiris, e este tornou-se a primeira múmia do Egito. Utilizando seus poderes mágicos, Isis, conseguiu que Osiris a fecundasse e dessa união nasceu Horus.

Seth iniciou uma luta pelo poder que envolveu todos os deuses. Por fim o próprio Osiris a partir do outro mundo, ameaçou mandar levantar todos os mortos se não fosse feita a justiça.

Rá e um tribunal de deuses estabeleceram que a sucessão fosse hereditária, e assim, Hórus pôde reinar.
Dessa maneira o Faraó em vida convertia-se em Hórus e ao morrer identificava-se com Osiris, o soberano do Além, considerando-se igual ao deus.


E ASSIM FOI ESCRITO!...

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BETH REIS-MAKTUB.
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"Felizes aqueles
que reconhecem
os Deuses
em todas
as suas forças;
sabem que Eles
falam todos
os idiomas,
são de todas
as cores
e dançam
de todas
as formas..."
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"O que faz a espiritualidade
do ser humano não é a religião
ou o culto que prega.
Mas sim o comportamento deste,
diante da humanidade em geral,
o respeito que tem pela natureza
e os conceitos
que tem
pelo universo
e pelo própio ser humano"...
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SEJA COMO O SOL!... TOLERE AS NUVENS SOMBRIAS... SEM LHES NEGAR O CALOR... ELAS PASSARÃO... E VOCE CONTINUARÁ BRILHANDO!...
(Nelson Moraes)
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Somos todos diferentes mas com buscas semelhantes. Somos todos semelhantes e com realizações sincrônicas. Somos todos sincrônicos em nossas semelhantes buscas de nossas diferentes Almas. Percorrer o Caminho da Evolução é uma escolha... (Druwittch)
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Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.
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Talvez hoje eu crie asas...e voe! Muito mais do que altura, quero sentir a liberdade! Planarei sobre o oceano de emoções que me habita e o universo que me assusta. Verei as coisas por cima e abrirei os braços para o espaço vazio que há em meu peito. Darei rodopios e mergulharei de cabeça na felicidade. Sob minhas asas, levarei todo o amor que nela couber e me sentirei leve como pluma. Ah,sim...hoje eu voarei! E feliz da vida pousarei no que há de mais belo dentro de mim: a Vida!
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Sou uma bruxinha legal! Sou de amor, flores e paz! Mas se alguém fizer o mal, Vai ver de que sou capaz! heheheheheheheheh!!!!
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O universo é um conjunto de lei e ordem. Todo aquele que fizer uso inadequado das leis universais, terá fatalmente de arcar com as consequências.......
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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz". ( Platão)
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O tempo, que tece a vida, não costuma esquecer os infiéis, nem ser ingrato aos que lhe honraram com fidelidade...
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Se queres achar amizade, doçura e poesia, em qualquer parte,leve-as contigo!... ( George Duhamet )
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Você é um ser humano que faz parte da vida que pulsa no Universo. Coloca tua mente acima das dores que ferem seu coração. Siga para frente sem medo. No final, tudo passa, restando sempre as experiências e o saber. Acredite e tenha fé pôr toda a imortalidade!...
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"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)